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’50 Tons’: após briga com autora, diretora deixa franquia

Depois de uma série de desentendimentos com a escritora E. L. James, a diretora britânica Sam Taylor-Johnson, responsável por transformar em filme o primeiro livro da série best-seller de James, a erótica Cinquenta Tons de Cinza, pediu para sair da franquia. Controladora, a autora da trilogia não teria dado liberdade suficiente para que Sam Taylor-Johnson fizesse do seu livro um filme decente — no sentido da qualidade, não moral. Alguns diálogos, por exemplo, foram fiéis aos do livro — e provocaram risos na plateia do Festival de Berlim.

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“Ter dirigido Cinquenta Tons de Cinza foi uma viagem intensa e incrível pela qual sou muito grata. Gostaria de agradecer ao estúdio Universal por isso”, declarou Taylor-Johnson em comunicado enviado ao site americano Deadline, na noite desta quarta-feira. “Fiz amizades próximas e duradouras com o elenco, os produtores, a equipe e, especialmente, com Dakota (Johnson) e Jamie (Dornan) e, embora não esteja mais ligada à série, não desejo nada se não sucesso às sequências.”

De acordo com o jornal britânico The Guardian, a roteirista do primeiro filme, Kelly Marcel, também está de saída, e pelo mesmo motivo — desentendimento com E. L. James, que agora terá ainda mais controle sobre a produção. Embora não se sabia por enquanto quem tomará as rédeas do projeto, está confirmado que Dakota Johnson voltará a encarnar a jovem Anastasia Steele e que Jamie Dornan interpretará outra vez o multimilionário Christian Grey. A adaptação cinematográfica do primeiro dos livros de E.L. James arrecadou cerca de 560 milhões de dólares no mundo todo.

(Da redação)