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Uma em cada três graduações tem nota ruim no Enade

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quinta-feira os dados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Uma em cada três instituições de curso superior no país teve nota ruim (entre 1 e 2). Ao todo, 7.329 cursos em 30 áreas foram analisados. Entre os cursos estão pedagogia, química e física. Também fizeram parte da avaliação 10 cursos tecnológicos.

Cerca de 400.000 alunos participaram da prova, realizada no ano passado. Foi a última vez que o Enade foi feito por amostragem – a partir de 2009, todos os estudantes dos cursos selecionados terão de fazer a prova.

O exame mede a formação do universitário em fase de concluir seu curso. Dessa forma, pode-se considerar que o baixo desempenho é um indicador de que a formação de quem vai ingressar no mercado de trabalho deixa a desejar.

Os cursos são avaliados e podem tirar nota de 1 a 5 – 1 e 2 são considerados desempenhos insatisfatórios. As graduações que não tiveram um número mínimo de concluintes ficaram sem notas. Os cursos são avaliados com base em três critérios: nota na prova do Enade, IDD (índice de desempenho que mostra o quanto de conhecimento a instituição agregou ao aluno) e conceito preliminar do curso (CPC), que é composto pela nota do Enade, nota do IDD e a avaliação dos professores e da infra-estrutura da instituição.

Excluindo-se os cursos sem nota, há 1.752 graduações com conceito 1 e 2, o que representa 36,4%. Há somente 293 graduações de ponta, com conceito 5. Dessa forma, pode-se concluir que existem apenas seis bons cursos superiores em cada 100.

Foram avaliados ainda os cursos superiores de tecnologia em construção de edifícios, alimentos, automação industrial, gestão da produção industrial, manutenção industrial, processos químicos, fabricação mecânica, análise e desenvolvimento de sistemas, redes de computadores e saneamento ambiental.

Os cursos da Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) não fazem parte do ranking porque a instituições decidiram não participar do Enade por discordar da metodologia.