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SP: professor da rede estadual falta 27 dias por ano

Número representa mais de 10% dos 200 dias letivos determinados por lei

Cada um dos 230.000 professores da rede estadual de ensino de São Paulo faltou, em média, 21 dias ao trabalho em 2012 utilizando-se da licença-saúde. Somando-se a isso os seis dias de faltas abonadas a que os profissionais têm direito, as ausências chegaram a 27 dias naquele ano. O número representa mais de 10% dos 200 dias letivos obrigatórios por lei. Os dados são da Secretária de Educação do Estado de São Paulo e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

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Do outro lado, Maria Izabel Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, alega que as licenças estão relacionadas às condições de trabalho dos docentes. “O aumento da carga horária e a presença de muitos alunos numa mesma sala causam problemas de saúde como stress, pressão alta e obesidade”, diz.

Como forma de reduzir as faltas, o professor da Faculdade de Educação da USP Ocimar Alavarse propõe a criação do “bônus fixação”, em que a secretaria poderia dobrar o salário do professor que ficar cinco anos lecionando nas escolas mais problemáticas. Consultado, o secretário de Educação, Herman Voorwald, posicionou-se contra: “Isso desvirtua totalmente a carreira do educador.”

Voorwald admite que a ausência dos profissionais em sala de aula é prejudicial, mas minimiza a questão, dizendo que qualquer análise dos números de São Paulo precisa ser relativizada. “Somos uma rede complexa. São quase 5.600 escolas e mais de 5 milhões de crianças.”

(Com Estadão Conteúdo)

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