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SP lança programa de cotas para USP, Unesp e Unicamp

Alunos oriundos de escolas públicas terão de fazer um curso superior prévio à entrada nas instituições de ensino. Programa substitui o vestibular tradicional

Por Lectícia Maggi
Atualizado em 5 jun 2024, 10h04 - Publicado em 20 dez 2012, 12h22

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, lançou nesta quinta-feira um plano para elevar a 50% o porcentual de alunos oriundos de escolas da rede pública nas três universidades estaduais paulistas – USP, Unicamp e Unesp – até 2016. Batizado de Programa de Inclusão por Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp), o programa de cotas cria um curso superior de dois anos que serve como passaporte para as instituições, em substituição ao vestibular tradicional. O meio de entrada nesse curso será a nota obtida pelo candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou no Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo).

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Pelo menos 35% das vagas do programa devem ser preenchidas por candidatos negros, pardos ou indígenas. Já em 2014 as universidades deverão destinar 35% das vagas em todos os cursos e turnos a estudantes da rede pública; em 2015, esse porcentual se eleva a 43% e, em 2016, deve atingir os 50%. De acordo com o governo, será criado o Instituto Comunitário de Ensino Superior (Ices) que, em parceria com a Universidade Virtual de São Paulo (Univesp), oferecerá o curso de dois anos.

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Em 2014 serão oferecidas 2.000 vagas para alunos que cursaram o ensino médio em escolas publicas, sendo que metade será preenchida por negros pardos e indígenas. No final do primeiro ano de curso, os alunos que atingirem média superior a 70% terão ingresso garantido em cursos da Fatec, a Facultade de Tecnologia do estado. Já aqueles que ficarem até o final do segundo ano, além da Fatec, poderão optar pelas universidades paulistas e faculdades de medicina de Rio Preto e de Marília.

A opção pela carreira a ser cursada nas instituições se dará de acordo com o desempenho dos candidatos no curso pdo Ices. Dessa maneira, os alunos com melhor desempenho poderão optar por carreiras mais concorridas, como Medicina, Direito e Engenharia. A proposta ainda será submetida ao conselho das três universidades, mas sua aprovação já é dada como certa. “A universidade não deve ser universal apenas no conhecimento, mas também na capacidade de inclusão e abrangência”, afirmou Alckmin.

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