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#ShowDosAdiantados: candidatos chegam até 4 horas antes no Enem

Com medo de ficarem do lado de fora, muitas pessoas “madrugaram” em frente às universidades

Por Lívia Martins - 5 nov 2016, 12h46

Os portões da Uninove unidade da Barra Funda abriram neste sábado às 11h50, no primeiro dia de realização da prova do Enem. Mas o medo de não entrar até o horário permitido pela organização fez com que alguns estudantes chegassem até 4 horas antes da abertura da universidade.

Luiz Carlos Bessa, de 55 anos, morador da cidade de São Paulo chegou às 8 horas da manhã na Uninove. “Eu preferi chegar mais cedo para ir me preparando para a prova com tranquilidade, sem afobação. Isso também me ajudou a relembrar algumas matérias durante o caminho.” Essa é a segunda vez que Bessa presta o Enem. Na edição de 2014, por meio do Enem, conseguiu uma vaga pelo Fies para cursar Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi no ano passado.

Devido ao atraso dos repasses do governo para a universidade e os problemas com a renovação do contrato, o aposentado teve de trancar o curso no segundo semestre de 2015.  Com a nota deste ano, Bessa vai tentar uma vaga no mesmo curso, em outras universidades, utilizando os programas Prouni e Sisu.

As estudantes Ingrid Oliveira, de 17 anos, e Katia de Oliveira, de 20 anos, não se conheciam antes de chegarem à universidade na manhã deste sábado. Ingrid, que mora no Taboão da Serra, acordou às 6h30 da manhã para chegar às 10 horas na Barra Funda. A aprendiz de auxiliar administrativa está concluindo o ensino médio e quer fazer faculdade de arquitetura e engenharia ambiental lamenta: “Não conseguiu dedicar horas de estudo por estar trabalhando”.

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Katia e Ingrid aguardam a abertura dos portões para realizarem a prova do Enem, em São Paulo
Katia e Ingrid aguardam a abertura dos portões para realizarem a prova do Enem, em São Paulo Ricardo Matsukawa/VEJA.com

Já Katia está prestando o Enem pela segunda vez. Cursando Letras em uma universidade particular, seu sonho é estudar em uma instituição federal em São Paulo ou na Bahia, no mesmo curso. Ela mora em Diadema e, assim como Ingrid, pegou duas conduções. “A gente tinha medo de o transporte público dar algum tipo de problema.”

O haitiano Djamsn Saint Luis, 24 anos, chegou ao Brasil em 2014 e quer cursar Medicina. O candidato, que já trabalha na área de construção civil, estudava pela manhã em um centro comunitário de ajuda a refugiados e trabalhava no período da tarde. “Minha principal dificuldade é na redação e em gramática, por causa da língua. Tem coisas que eu não consigo compreender”, diz. Quando o assunto é biologia, matemática e história, Saint Luis domina.

Família

Silvia Maria Caetano, 47 anos, e José Carlos Caetano, 52 anos, vieram de Diadema acompanhar o filho Leonardo Costa. O

Leonardo Costa aguarda a abertura dos portões para realizar a prova do Enem, em São Paulo
Leonardo Costa aguarda a abertura dos portões para realizar a prova do Enem, em São Paulo Ricardo Matsukawa/VEJA.com

candidato não conseguiu selecionar uma universidade de sua cidade e acabou sendo direcionado para a zona oeste de São Paulo. A família saiu às 9 horas de de casa e chegaram à Uninove às 10h30, quando já havia cerca de 50 pessoas em frente aos portões.

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Enquanto Leonardo realiza a prova, os pais vão passear pela região até o filho sair. “Estamos ansiosos, mas tentamos passar tranquilidade para ele, que ficou o ano inteiro estudando só o conteúdo da escola”, contaram.

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