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Restrições do Cade à fusão com a Anhanguera não preocupam, diz presidente da Kroton

União de empresas forma o maior grupo educacional do Brasil, com valor estimado de 22 bilhões de reais e 1,1 milhão de alunos

Por Bianca Bibiano - 14 Maio 2014, 18h19

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira, com restrições, a fusão entre a Kroton e a Anhanguera, duas gigantes do setor de educação especializadas em ensino a distância (cerca de 80% dos cursos oferecidos pelas instituições seguem essa modalidade). Com a união, a Kroton, que vai controlar o negócio, passa a ser o maior grupo educacional do Brasil, com valor estimado de 22 bilhões de reais e cerca de 1,1 milhão de alunos.

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Com as restrições, as empresas sofrerão uma perda financeira estimada entre 5% e 6% em seu faturamento, segundo a Kroton. O prejuízo, entretanto, não preocupa. “A Kroton tem 225 novos polos de ensino em fase de análise pelo Ministério da Educação, e a Anhanguera, 223. Além disso, teremos benefícios financeiros com as mais de 10.000 vagas que serão acrescidas às duas instituições, também já solicitadas junto ao MEC”, afirma Rodrigo Galindo, presidente da Kroton.

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O executivo disse que entre as restrições impostas à fusão está a obrigação de melhoria na qualidade de ensino nas instituições pertencentes ao grupo. A Kroton deverá aumentar em 20% o número de professores mestres e doutores nos cursos a distância. Em três anos, a expectativa é que a taxa passe de 60% para 80%.

A empresa deverá ainda implantar novos cursos de formação de tutores nos polos presenciais. “Os estudantes não terão nenhum prejuízo com a fusão. Não haverá alteração nos valores das mensalidades nem no conteúdo curricular”, disse Galindo. A marca Anhanguera será mantida.

As restrições impostas pelo Cade incluem ainda a venda de operações de ensino a distância da Uniasselvi, de Santa Catarina, comprada pela Kroton em 2012 por 510 milhões de reais. Segundo Galindo, o prazo para a venda não será divulgado, mas a empresa aguarda ampla concorrência na compra da instituição catarinense. “Antes mesmo da aprovação pelo Cade recebemos propostas para vender a Uniasselvi. No entanto, a venda só será feita após análise dos benefícios que a futura mantedora vai oferecer aos estudantes”, diz.

O acordo prevê também a limitação na captação de alunos em cursos a distância em 48 cidades até 2017. As companhias também ficarão proibidas de utilizar suas bandeiras simultaneamente para atrair novos alunos em cidades em que as duas atuam. A regra passa a valer em janeiro de 2015.

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