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Professores franceses entram em greve contra demissões

Governo deve anunciar corte de 14.000 profissionais em 2012

Por Da Redação 27 set 2011, 12h45

Os sindicatos de professores da França convocaram para esta terça-feira uma greve geral que afeta instituições públicas e privadas de todo o país, em um protesto contra a redução do número de profissionais aliada a um ambiente de descontentamento pelos resultados dos alunos.

O principal alvo das críticas das centrais sindicais é o projeto de orçamento do governo para 2012, a ser apresentado nesta quarta-feira, que prevê a eliminação de 14.000 professores. Os sindicatos baseiam o protesto em números da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), segundo os quais a França registra uma das maiores taxas de aluno por professor: no ensino médio, são 24,5 estudantes por mestre, ante 23,7 registrados nas demais nações.

Os professores de escolas particulares se queixam de que, com a situação atual, não há a possibilidade de substituir um profissional quando este se ausenta. Por isso, em muitas ocasiões, é preciso suspender as aulas, especialmente nas áreas rurais.

O líder de uma das principais associações de pais de alunos, a FCPE, Jean-Jacques Hazan, ressaltou que já é possível observar os efeitos das 52.000 supressões produzidas desde o início do mandato do presidente francês, Nicolas Sarkozy. O governo rebate as acusações, dizendo que, entre 1980 e 1995, houve um aumento do número de professores no país, mas não foi registrada melhora dos resultados dos alunos.

De acordo com a OCDE, o desempenho dos alunos franceses está abaixo do desejado.

(Com agência EFE)

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