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Plebiscito aponta que estudantes de engenharia querem PM na USP

Unidade vizinha à FEA, onde aluno foi morto no mês passado, fez enquete

Por Da Redação 10 jun 2011, 16h23

Os alunos da Escola Politécnica, segunda maior unidade de ensino da Universidade de São Paulo (USP), são favoráveis à presença da Polícia Militar (PM) dentro do campus, com base operacional e livre acesso a toda a área.

Os estudantes também são a favor de que a Guarda Universitária porte armas de fogo e de efeito moral – os guardas seriam responsáveis pela segurança pessoal dos estudantes, e não apenas pela segurança patrimonial, como é hoje. Essas opiniões são o resultado de um plebiscito realizado ao longo da semana, com alunos dos 17 cursos da Poli. No total, 538 – 12% dos 4.500 alunos – participaram da votação.

Outra posição defendida pela maioria é que o portão de acesso da Favela São Remo, atualmente liberado, seja fechado durante a noite – os alunos são contrários, porém, a que o portão deixe de existir. Os estudantes da Poli também defendem que o acesso ao Campus Butantã, na zona oeste, seja aberto, mas controlado para veículos, pedestres e transporte público. Para 74% dos estudantes, os visitantes deveriam ser cadastrados ao entrar.

“A votação representa a posição dos estudantes. Quando os alunos apontam que são favoráveis à existência de bases da PM no campus e de rondas policiais, é porque não estão satisfeitos mesmo com a situação atual”, disse o vice-presidente do Grêmio, Alexandre Angulo. A votação será repassada à Reitoria.

Desde o assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, a Reitoria da USP e a Secretaria de Estado da Segurança Pública trabalham na elaboração de convênio para definir a participação da PM no policiamento do campus.

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(Com Agência Estado)

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