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OAB realiza primeira fase do Exame da Ordem

Quase 112 mil pessoas inscreveram-se para a prova, que foi realizada em 163 pontos espalhados pelo país neste domingo. Segunda fase acontece em julho

Por Da Redação - 27 maio 2012, 21h37

Bacharéis em direito realizaram neste domingo a primeira fase do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ao todo, segundo o órgão, 111.909 pessoas inscreveram-se para o exame, que foi aplicado em 163 pontos espalhados por todo o país, informou a Agência Brasil. A aprovação é requisito para inscrição nos quadros da OAB como advogado.

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Os gabaritos da prova objetiva serão divulgados a partir das 22h deste domingo no portal da entidade na internet. O resultado preliminar da primeira fase sai em 7 de junho, quando os candidatos podem entrar com recurso, caso julguem necessário.

Em 8 de julho, acontece a segunda fase, também com cinco horas de duração. Ela terá quatro questões práticas sob a forma de ‘situações-problema’, valendo 1,25 pontos cada. O candidato deve também redigir uma peça processual, que vale cinco pontos, e pode ser de qualquer uma das seguintes áreas: direito administrativo, direito civil, direito constitucional, direito do trabalho, direito empresarial, direito penal ou direito tributário. A escolha fica a critério do examinando. O resultado final dos aprovados será divulgado em 14 de agosto.

Sistema de seleção – Criado em 1994, o chamado Exame de Ordem foi alvo de questionamentos na Justiça, mas em 2011 o Supremo Tribunal Federal (STF) pôs fim à briga, decidindo, de forma unânime, pela constitucionalidade da prova. Apesar da decisão do STF, alguns candidatos consideram a prova um instrumento de reserva e não de seleção de bons profissionais, como argumenta a bacharel em direito Ione Parcianello, que fez o Exame de Ordem pela terceira vez. “O controle tem que ser feito pelo cliente, pelo mercado. A prova é desnecessária”, avalia.

Formado em direito pela Universidade de Brasília, Sérgio Murilo Gonçalves Marello também está na primeira tentativa de passar na prova da OAB, e acredita que as exigências do exame melhoram a formação dos futuros advogados. “Acho o exame necessário. Querendo ou não, é preciso ter um controle de qualidade, inclusive outras profissões deveriam ter esse tipo de controle também, há muitos profissionais sem competência”, pondera.

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Para o professor Asdrúbal Júnior, que dá aulas em um curso preparatório específico para o Exame de Ordem, a prova é necessária para selecionar novos advogados, mas precisa ser aperfeiçoada continuamente para garantir a qualidade do processo. “Há um certo descompasso entre o que exigem a prova e a vida profissional. A faculdade prepara mais para a vida profissional e menos para o exame e, por causa desse descompasso, as pessoas têm dificuldade de aprovação. A prova testa muito a memória, o que não é necessariamente útil no dia a dia da profissão”, avalia.

A melhor forma de se preparar para o exame, segundo Júnior, é combinar o aprendizado na sala de aula, ainda durante a faculdade, com estudo direcionado para a OAB. “Ideal seria que, durante a faculdade, o candidato desenvolvesse uma metodologia de estudo que fosse acompanhando a vida acadêmica toda, e quando chegasse ao final teria uma formação mais qualificada”, recomenda.

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