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O ensino médio vai mal na prova

Resultados da Prova Brasil mostram que alunos não têm conhecimentos necessários para sair do fundamental

Às vésperas de ingressar na faculdade, cerca de 70% dos estudantes brasileiros não possuem sequer as habilidades esperadas para a entrada no ensino médio. É o que denunciam os resultados da última Prova Brasil, cujas notas são divididas em escalas de acordo com o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Aplicada a cada dois anos, a última edição, realizada no ano passado, avaliou 5,4 milhões de estudantes em três níveis: 5º e 9º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio, nas redes estaduais e públicas.

A escala, que vai de zero a nove para língua portuguesa e de zero a dez para matemática, divide-se entre os níveis insuficiente (0 a 4), básico (4 a 6) e adequado (a partir de 7). De acordo com os resultados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Educação, a média dos estudantes brasileiros de ensino médio está apenas no nível 2 – patamar ainda pior do que o de 1995, quando a prova começou a ser aplicada. O 9º ano, por sua vez, teve um pequeno aumento de pontos na média, mas está estagnado no nível 3. “Estão avançando na aprendizagem, mas em uma velocidade mínima. Precisamos pisar no acelerador”, destaca a especialista Cláudia Costin, do Centro de Excelência e Inovação de Políticas Educacionais da FGV.

A rede estadual campeã do ensino médio – ainda que com resultados incipientes – é o Espírito Santo. Em uma escala que vai de 0 a 425, o sistema público capixaba teve média de 281,1 pontos em matemática e 276,7 pontos em português, números superiores à média pública nacional (259,7 nas duas). “Há quase uma década, nós aumentamos em 25% a carga horária das escolas, e recentemente incorporamos habilidades socioemocionais ao currículo antecipando as recomendações da lei do ensino médio”, explica o secretário de educação Haroldo Rocha.

Comentários

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  1. Democrata Cristão (Liberdade de Expressão é meu direito CF 88 art 5 e art 220)

    De novo, a solução é: Retirar a ideologia de esquerda e Paulo Freire da escola e trazer de volta a velha escola tradicional e conservadora.

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  2. Paulucci Paulucci

    Enquanto nossos alunos forem considerados apenas números para o setor financeiros e politico diante de uma tal ONU, esta situação vai continuar assim. Sou professor, e vejo isso uma vergonha ter que aprovar alunos que mau sabem escrever e ler por simples imposição de nossos governantes. E, além disso, os projetos que criam para aqueles fora de faixa etária para acelerar o ano letivo destes jovens., apenas por números.

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  3. Já tem gente “viajando na maionese” aqui. O que tem a ver a ONU e o sistema financeiro com professores seguindo uma cartilha ideológica de “coitadismo”, há décadas, aprovada ideologicamente pela massa de esquerda que se veste de professores, que aprova os alunos que não aprenderam? Coitado do aluno que vira analfabeto funcional, mas não enxergam o mal que estão fazendo para o aluno e o país. Soma-se a isso a evidente piora da educação, somada à irresponsabilidade dos pais que não cobram dos seus filhos boas notas. E votam mal porque nenhum político tem sido eleito para melhorar isso. Professores fazem de conta que ensinam e alunos fazem de conta que aprendem. Um absurdo. Há também uma crescente e maléfica idiotização nas escolas públicas com doutrinação religiosa e política. Escola é templo do conhecimento, não de igreja nem de comitê partidário. Mais ciência para aprender como funciona o mundo e acabar com o “ensino” de superstição infantil. Greves abu)ndam prejudicando as aulas e o aprendizado. Sim, o problema é a negligência política que não está nem aí para isso, nunca esteve, somada a irresponsabilidade dos pais e a negligência dos professores. O resultado? Analfabetos funcionais aos montes que só podem se contentar com subempregos. Ótimo para qualquer ideologia, principalmente para a esquerda que adora fazer as pessoas de cabrestos e dependentes dela no Estado que promete a eles “cair o mana do céu” sem esforço e mérito. Com as cotas sociais vemos agora a permissão autorizada de analfabetos funcionais do sistema público de educação terem chance de entrarem nas universidades. Outro absurdo. Perdemos duas gerações inteiras com massa de alunos desqualificada, e não é à toa que esse país vota mal e até em corrupto condenado. Chega de coitadismo” na escola. Que se exonere os professores desqualificados. Que se acabe com doutrinação politica e religião na escola. Quem não aprender que rode. Escola tem de voltar a ser escola e professores tem de voltar a ser professores. Chega de faz de conta.

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