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MEC vai pagar R$ 400 para aluno que fizer o Revalida

Gasto com incentivos é estimado em R$ 1,5 milhão. Prova será aplicada a estudantes brasileiros em 25 de agosto e visa calibrar as questões do exame

Por Da Redação - 7 ago 2013, 10h56

O governo federal vai pagar 400 reais para os estudantes de medicina que participarem do pré-teste do Exame Nacional de Revalidação de Diploma Médico (Revalida) – prova necessária para o reconhecimento do diploma de profissionais formados em outros países e que querem atuar no Brasil. O pré-teste será aplicado a alunos que estejam no último ano de medicina. O objetivo é calibrar as questões da avaliação e utilizar os resultados para subsidiar eventuais ajustes nas edições seguintes�. O gasto estimado aos cofres públicos com os incentivos é de 1,5 milhão de reais.

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A prova será aplicada no dia 25 de agosto pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação (MEC). O Inep já havia sinalizado que daria algum tipo de incentivo aos participantes. Entretanto, não havia menção a pagamento em dinheiro.

Como a participação é voluntária, a preocupação do Inep – e de especialistas – é que houvesse baixa adesão ao pré-teste, ou mesmo boicote, não sendo possível alcançar uma amostra significativa. O Inep nega que os dados do pré-teste serão usados para reduzir a dificuldade do Revalida. Nas últimas duas edições, o exame registrou índices de reprovação acima de 90%.

Para receber os 400 reais, os alunos, além de comprovar participação na prova, não poderão obter nota zero. O Inep afirma que os incentivos estão previstos na Lei 11.507, de 2007, que institui o Auxílio de Avaliação Educacional (AAE). O órgão recomenda que o valor seja usado para pagar a inscrição em programas de residência médica, mas não há nenhuma ferramenta legal que determine como o dinheiro deve ser empregado.

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Contrapartida – Bráulio Luna Filho, membro da comissão de especialistas que negocia alterações no programa Mais Médicos , afirmou não ver problemas em pagar para evitar que os estudantes boicotem a prova. �”Se não tivesse essa contrapartida, provavelmente os alunos não fariam a prova ou a fariam de qualquer jeito. �Gastar dinheiro com pesquisas e avaliações não é problema, desde que a amostra seja bem feita. E a amostra de universidades de São Paulo selecionadas para fazer o Revalida não é representativa”, disse em referência à escolha de apenas três instituições particulares paulistas com baixo desempenho para participar da calibragem.

(Com Estadão Conteúdo)

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