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Enem 2014: quase 2,5 milhões faltam à prova

Índice de abstenção é 28,6%, ligeiramento inferior ao de 2013

Por Da Redação - 9 nov 2014, 18h44

Apesar do esforço do Ministério da Educação (MEC) para convocar os candidatos a comparecer às provas, a edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) manteve o alto índice abstenção: dos 8,7 milhões de inscritos, quase 2,5 milhões não realizaram o teste, o equivalente a 28,64% dos candidatoss. No ano passado, o índice foi de 29,1%.

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O resultado demonstra que a estratégia de enviar mensagens via celular e e-mail para os candidatos chamando-os para fazerem o exame não funcionou. A pasta vai estudar quais providências tomar a partir do próximo ano. “Nós tomamos medidas importantes no sentido de fazer com que houvesse uma maior conscientização das pessoas. Mas estamos vendo que tivemos uma pequena melhora e que nós devemos nos debruçar sobre as medidas mais duras que podemos tomar para não ter novamente esse número”, disse o ministro da Educação, Henrique Paim. Cada inscrito custa 52 reais aos cofres públicos. Dos 8,7 milhões de candidatos a participar da prova, somente 26% – ou 2,31 milhões de pessoas – efetivamente pagaram a taxa de inscrição. O restante se beneficiou de algum tipo de isenção.

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A edição deste ano registrou ainda um expressivo aumento no número de eliminações por uso de celular: 236 casos foram registrados – no ano passado, o número foi de 47. Ao todo, 1.519 candidatos foram eliminados por algum comportamento indevido durante a prova. O dado ainda é preliminar e pode ser ampliado após a análise das atas, de acordo com Paim.

Uma morte foi registrada durante a prova. A candidata Edivânia Florinda de Assis, de 32 anos, teve um enfarte no Colégio Santa Emília, no bairro de Jardim Atlântico, em Olinda, Pernambuco. O ministro da Educação disse lamentar “profundamente” o ocorrido e que a pasta “se solidariza com a família”. Paim ressaltou, por outro lado, que a estudante Maria Alves Vieira teve o trabalho de parto iniciado durante a aplicação do Enem. A candidata foi encaminhada para o hospital.

O ministro confirmou que houve pelo menos três prisões feitas pela Polícia Federal, mas não deu detalhes dos casos, como o motivo ou os locais onde as ocorrências foram registradas. Paim disse que vai conversar com a PF para verificar como os dados vão ser esclarecidos.

Paim afirmou ainda que em Manaus (AM) e Natal (RN) houve falta de energia durante a prova. “Qualquer tipo de contingência é tratada. Esses casos já foram anotados, as pessoas foram registradas e nós vamos tomar as providências mais à frente”, disse.

Sobre as reclamações de que as provas estariam sendo aplicadas em locais distantes da residência dos candidatos, o que levou alguns inscritos a perderem o exame, o ministro afirmou que vai analisar a situação individualmente e evitou falar se pode promover mudanças na logística da distribuição dos alunos.

Paim classificou os problemas registrados como “casos isolados” em um exame com 8,7 milhões de inscritos. “Isso demonstra que esse processo está consolidado e nós temos um exame que cada vez mais abre oportunidades para jovens e trabalhadores de todo o país. Isso é reflexo de uma política que vem gradativamente sendo aperfeiçoada e melhorada”, disse o ministro.

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