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Alunos do Colégio Rio Branco protestam contra instalação de câmeras de vigilância e são suspensos

Escola é uma das mais tradicionais da capital paulista

Por Da Redação 26 set 2012, 11h57

Cento e sete alunos do Colégio Rio Branco, em Higienópolis, um dos mais tradicionais da capital paulista, foram suspensos por um dia por terem se manifestado contra a instalação de câmeras de vigilância nas salas de aula. O protesto começou na segunda-feira às 10h20, durante o intervalo, e se estendeu por mais de duas horas. Uma aluna, que preferiu não se identificar, disse que a instalação de câmeras desagradou parte dos estudantes, que acredita ter a privacidade invadida. O que causou mais indignação no grupo, segundo ela, foi o fato de a direção não ter avisado com antecedência que os dispositivos seriam instalados e ter se negado a justificar as razões de adotar o procedimento.

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A diretora-geral do colégio, Esther Carvalho, afirmou que a instalação das câmeras visa a segurança da comunidade escolar e que a medida faz parte um projeto que está em andamento há quatro anos. “Hoje a presença de câmeras é uma realidade em diversas instituições”, disse.

A suspensão aos alunos foi determinada, segundo Esther, pelo fato de os estudantes terem se manifestado em horário de aula. Pelo regimento escolar do colégio, não participar das aulas pode levar à suspensão de até cinco dias.

Para o constitucionalista Oscar Vilhena Vieira, diretor da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mecanismos de controle – como as câmeras – são perigosos no ambiente escolar, pois poderiam minar o respeito entre professores e alunos. “Mesmo que o objetivo seja detectar problemas no comportamento do professor ou dos alunos, o recurso retira de um a autoridade e de outro, a responsabilidade necessária com o estudo”, diz.

(Com Agência Estado)

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