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Pão de Açúcar pode vender braço que tem Pontofrio e Casas Bahia

Grupo procura alternativas para a Via Varejo, criada em 2010 após a fusão entre as redes especializadas em eletroeletrônicos

Por Da redação Atualizado em 4 nov 2016, 09h50 - Publicado em 4 nov 2016, 09h46

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) poderá vender o controle da Via Varejo, braço de eletroeletrônicos criado em 2010 a partir da fusão entre Casas Bahia e Pontofrio. Controlado pelo grupo francês Casino, o GPA contratou o banco Santander para estudar alternativas para a empresa, que tem valor de mercado de quase 4 bilhões de reais.

Em comunicado ao mercado, a varejista informou que o conselho de administração do GPA, em reunião realizada nesta quinta-feira, autorizou a diretoria da companhia a dar início a um processo de avaliação de alternativas estratégicas envolvendo o seu investimento na Via Varejo.

A empresa informou ainda, por meio de fato relevante, que a iniciativa alinha-se com a estratégia da administração de continuar priorizando o desenvolvimento do negócio de alimentos, principal atividade da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD). “A CBD não estabeleceu um cronograma para concluir o processo e não fará comentários adicionais até que haja uma nova deliberação sobre o tema pelos seus órgãos societários competentes.”

Não há nenhuma negociação avançada neste momento, informaram fontes a par do assunto. “A Via Varejo tem sido assediada por grupos que atuam no Brasil e outros de fora, mas não há uma oferta firme para o negócio. Ainda são conversas preliminares.”

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No início de outubro, o jornal O Estado de S. Paulo informou que o empresário Michael Klein, acionista da Via Varejo, estaria negociando a venda de suas ações na empresa com o grupo alemão Steinhoff, hoje sediado na África do Sul. A negociação, que ainda estaria em fase inicial, foi avaliada em cerca de 1,5 bilhão de reais, segundo fontes de mercado. A fatia da família Klein na companhia é hoje de 27,3%.

Klein, que tem investido pesadamente no mercado de aviação executiva, concessionária de veículos e mercado imobiliário, esteve na França nesta semana. À época, a assessoria de Klein negou que a participação do empresário estivesse à venda. Nesta quinta-feira, procurada novamente pela reportagem, a assessoria não se manifestou sobre o assunto.

Mas não é só a fatia de Klein que estaria à venda. O Casino também tem sido sondado por empresas para a venda do controle. Entre os interessados estão o grupo Steinhoff, que já estaria mantendo conversas paralelas com Klein, e a Lojas Americanas, segundo fontes.

Foco no alimentos

Pessoas familiarizadas com o assunto afirmam que o Casino não descarta vender o controle, uma vez que o foco do controlador do grupo francês, Jean-Charles Naouri, é varejo de alimentos. “O negócio de eletroeletrônicos foi costurado quando o empresário Abilio Diniz ainda estava no Pão de Açúcar”, disse a fonte.

(Com Estadão Conteúdo)

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