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OGX, de Eike Batista, vende 600 mil barris e começa a fazer caixa

Companhia divulga número logo após a Economática informar que empresas de Eike tiveram prejuízo acumulado de 1 bilhão de reais em 2011

Por Da Redação
28 mar 2012, 15h39

A companhia petrolífera OGX, uma das empresas controladas pelo empresário Eike Batista, o homem mais rico do Brasil segundo a revista Forbes, entregou na terça-feira sua primeira carga de petróleo e finalmente começou a fazer caixa com suas operações, informou a própria companhia. A informação foi divulgada horas depois de a consultoria Economática anunciar que as empresas de Eike tiveram um prejuízo acumulado de 1 bilhão de reais em 2011.

A OGX, criada em 2007 e que começou a produzir no ano passado, entregou à multinacional Shell Western Supply and Trading Ltd uma carga de 600 mil barris de petróleo extraídos na concessão de Waimea, operada pela OGX nas águas profundas da Bacia de Campos. O petróleo foi transferido da plataforma FPSO OSX-1 a um navio da Shell que transportará o produto até uma das refinarias da multinacional na Europa.

A operação faz parte de um contrato que a OGX assinou com a Shell para fornecer este ano 1,2 milhão de barris de petróleo, a primeira encomenda recebida pela companhia. “O embarque do primeiro lote de petróleo da OGX representa o início de formação de caixa e um passo importante rumo à consolidação da companhia como uma grande empresa global”, disse o diretor-geral e de prospecção da OGX, Paulo Mendonça, citado no comunicado da companhia.

O início das vendas permitirá à companhia petrolífera começar a reverter os resultados negativos que acumulou nos últimos anos, nos quais fez investimentos milionários para adquirir 29 concessões em águas profundas no Brasil e para iniciar a prospecção em várias delas.

Apenas em 2011, quando investiu 3,1 bilhões de reais, a empresa sofreu perdas de 509,9 milhões de reais. As perdas do ano passado foram quase quatro vezes superiores às de 2010.

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A OGX fechou 2008 e 2009 com lucro líquido, mas não por suas operações petrolíferas e sim por seus resultados financeiros, pela gestão dos milionários recursos que captou em 2008, quando abriu seu capital e começou a negociar suas ações na bolsa. A petrolífera é uma das empresas de capital aberto controladas pelo Grupo EBX, o conglomerado de Eike, junto com a MPX Energia, a operadora portuária Portx, a empresa de logística LLX, a mineradora MMX e a construtora naval OSX.

Eike, segundo a última edição da revista Forbes, é o sétimo homem mais rico do mundo, com uma fortuna de 30 bilhões de dólares.

(Com EFE)

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