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Merkel confirma novo anúncio sobre Grécia

Chanceler alemã afirma que país fará o possível para impedir calote grego

Por Da Redação
13 set 2011, 11h19

A chanceler alemã Angela Merkel afirmou nesta terça-feira que é necessário “evitar qualquer processo descontrolado na zona do euro”, em uma referência ao risco de falência da Grécia. “Trabalhamos com todos os meios possíveis para que isto não aconteça”, disse a chanceler em uma entrevista à emissora Inforadio. “Devemos evitar qualquer processo descontrolado na zona do euro”, completou Merkel.

A chanceler afirmou que não haverá nesta terça-feira “um comunicado comum franco-alemão sobre a Grécia”, como havia feito anteriormente a presidência francesa, desmentindo um rumor que circulava nas bolsas. “Há um contato permanente entre França e Alemanha, mas não haverá uma posição específica hoje sobre a situação na Grécia”, disse a chanceler durante uma coletiva de imprensa com o primeiro-ministro finlandês Jyrki Katainen.

Pouco antes, um comunicado da presidência francesa em Paris havia desmentido os rumores de uma iniciativa conjunta de França e Alemanha. O ministro alemão da Economia, o liberal Philipp Rösler, mencionou na segunda-feira a possibilidade de um default (suspensão de pagamentos) de Atenas, o que provocou o pânico nas bolsas de todo o mundo pelo temor de uma reação em cadeia desatada pela eventual quebra.

“Penso que faremos um grande favor a Grécia se especularmos o menos possível e a estimularmos a respeitar seus compromissos”, destacou Merkel, em uma crítica indireta às declarações de seu ministro, que também é vice-chanceler.

“Segundo as coisas que escuto procedentes da Grécia, o governo grego tomou consciência da situação e fez o que era necessário”, completou a chanceler, que há poucos dias pediu paciência com Atenas. “A declaração de Merkel deve ser entendida como um esclarecimento”, comentou à AFP Thorsten Polleit, economista da Barclays Capital.

Na véspera, o presidente americano Barack Obama expressou sua inquietação com a situação atual. “Penso que seguiremos observando um enfraquecimento na economia mundial enquanto esta questão não estiver resolvida”, declarou Obama sobre a crise da dívida soberana na Eurozona. “A Grécia é, evidentemente, o problema mais urgente”, acrescentou.

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Na falta de um procedimento de default controlado, que não existirá na Europa até 2013, as declarações de Merkel vêm descartar uma bancarrota total de Atenas, segundo Berlim. O presidente da Autoridade de Mercados Financeiros (AMF) francesa, Jean-Pierre Jouyet, previu “uma reestruturação mais pronunciada da dívida grega”. Isto significa que os credores de Atenas devem renunciar a uma parte de seu investimento superior ao previsto até agora (21%).

Segundo o renomado economista alemão Peter Bofinger, a quebra da Grécia teria consequências catastróficas. “Se a Grécia não receber mais ajudas, haverá uma quebra descontrolada, e, consequentemente, o sistema bancário grego afundará, com um risco de reação em cadeia enorme, potencialmente mais devastador que a quebra do Lehman em 2008”, segundo ele.

No mercado de obrigações, a tentativas da Itália de contar com a China para que compre sua dívida pública não geraram confiança. Segundo os rumores do mercado, Pequim não estaria interessada nos títulos italianos.

Prova da desconfiança dominante, nesta terça-feira o Tesouro italiano precisou oferecer juros mais altos para colocar bônus a cinco, sete e nove anos por quase 6,5 bilhões de euros.

Em seu esforço para promover a calma, Merkel destacou também as conquistas do governo grego, que anunciou nos dois últimos anos sucessivas medidas de austeridade, as últimas delas no domingo, para arrecadar 2 bilhões de euros adicionais em impostos e cumprir com seu objetivo anual de redução do déficit.

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“Segundo as coisas que escuto procedentes da Grécia, o governo grego tomou consciência da situação e fez o que era necessário”, estimou a chanceler, que já havia lançado há alguns dias um chamado à paciência com Atenas.

“O fato da volta da troika sugere que a Grécia implementou uma série de coisas necessárias”, sugeriu a chanceler alemã.

O grupo de especialistas da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), responsável por avaliar o progresso de Atenas na implementação do programa de reformas, deixou a Grécia repentinamente em 2 de setembro, mas anunciou que retornará nos próximos dias.

O deputado europeu Elmar Brok, que pertenceu ao mesmo partido conservador democrata-cristão (CDU) de Merkel, recordou que se a Grécia falir, “de todas as maneiras teremos que respaldá-la financeiramente”.

(Com Agência France-Presse)

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