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Dólar no exterior cai e dita a abertura do mercado local

Por Da Redação
3 ago 2012, 09h39

Por Silvana Rocha

São Paulo – O dólar cai ante o euro e moedas correlacionadas com commodities no exterior e dita o rumo da abertura dos negócios no mercado brasileiro de câmbio. Enquanto esperam a divulgação dos números oficiais do mercado de trabalho dos Estados Unidos, como dados sobre criação de vagas (payroll) e taxa de desemprego, os agentes financeiros retomam apostas no euro, após sua queda na quinta-feira ao menor nível em um mês devido à falta de uma ação coordenada e imediata por parte do Banco Central Europeu para salvar a zona do euro e sua moeda.

Especulações nesta sexta-feira de que a Espanha está mais perto de pedir um resgate internacional, o que forçaria o BCE a retomar a compra de bônus soberanos, induzem a recuperação da moeda única europeia e das bolsas.

A expectativa entre investidores é de que se os indicadores do nível de emprego nos Estados Unidos decepcionarem, podem reforçar a urgência de um terceiro programa de estímulos monetários, como sinalizou recentemente o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. Os analistas preveem a criação de 95 mil vagas de trabalho nos EUA em julho (ante 80 mil em junho), enquanto a taxa de desemprego deve se manter em 8,2%.

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No Brasil, a despeito da queda inicial do dólar ante o real, alguns operadores de câmbio e economistas acreditam que, sem medidas de estímulo lá fora no curto prazo, crescem as chances de o fluxo cambial continuar negativo, gerando pressão sobre a taxa de câmbio local.

A avaliação praticamente consensual é de que o mercado de câmbio aqui continuará alternando momentos de otimismo com fases negativas, sem romper o intervalo de oscilação atual das cotações, controlada pelo Banco Central e o governo desde o início de julho, que vai de R$ 2,00 a R$ 2,10.

Em momento de maior tensão, o dólar ante o real deve se aproximar de R$ 2,10 – que seria o limite de alta por não ameaçar a inflação – e nos momentos de alívio, poderá mover-se rumo aos R$ 2,00, afirmou a economista Marianna Costa, da Link Investimentos.

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No mercado futuro da BM&FBovespa, o dólar que vence em 1º de setembro de 2012 abriu a R$ 2,0515, com queda de 0,49%. Até 9h14, esse vencimento atingiu uma máxima de R$ 2,0545, queda de 0,34%.

Na zona do euro, os investidores buscam bônus de dois anos do governo da Espanha e da Itália depois que o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou ontem que uma retomada das compras de bônus soberanos vai se concentrar em papéis de prazo mais curto. No começo do dia hoje o yield dos bônus espanhóis de dois anos caía 29 pontos-base, para 4,0%, enquanto o italiano recuava 46 pontos-base, para 3,19%. Contudo, há comentários de que o movimento planejado pelo BCE pode distorcer o mercado e provocar problemas de financiamento futuro quando os bônus de curto prazo vencerem. Com isso, o custo do seguro da dívida da Espanha e da Itália aumentou.

Em Nova York, às 9h13, o euro estava em US$ 1,2245, de US$ 1,2181 no fim da tarde de ontem. O dólar norte-americano recuava 0,46% ante o dólar australiano; cedia 0,42% diante do dólar canadense; perdia 0,0850% em relação à rupia indiana; e cedia 0,53% em comparação com o dólar neozelandês.

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