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‘Vivemos a pior fase do cinema’, diz o ator Dustin Hoffman

Cineasta criticou a produção acelerada hollywoodiana e a maneira como são tratados os atores quando atingem certa idade

Por Da Redação 6 jul 2015, 10h59

O ator Dustin Hoffman, 77 anos, criticou a situação atual do cinema em Hollywood, com tramas rasas e produções aceleradas, e, em contrapartida, elogiou a boa fase da televisão americana. “A TV está no seu melhor momento. Enquanto isso, vivemos a pior fase do cinema. Nos 50 anos em que tenho trabalhado com filmes, agora é o pior momento”, diz o ator em entrevista ao jornal britânico The Independent.

Hoffman, que em 2012 lançou O Quarteto, seu primeiro longa como diretor, lamentou a produção acelerada da agenda de filmes, motivada especialmente pela tecnologia digital, facilidade que faz com que os cineastas sejam pressionados a finalizar a edição o quanto antes.

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“É difícil acreditar que hoje seja possível fazer um filme com o orçamento baixo. Quando fizemos A Primeira Noite de um Homem (em 1967), tínhamos um ótimo roteiro que demorou três anos para ficar pronto e um diretor e elenco excelentes. Mesmo assim, foi um filme pequeno, em um estúdio com atores, e só. Mesmo assim, levamos cem dias filmando”, conta Hoffman sobre o filme que o alçou à fama e lhe rendeu sua primeira de sete indicações ao Oscar.

Ele também criticou o sistema hollywoodiano para atores, que começam com papéis pequenos, até conquistar um trabalho como coadjuvante e, com sorte, um como protagonista. “Depois, ao atingir certa idade, você não serve mais para protagonizar uma história – e, infelizmente, isso acontece para atrizes antes do que para os homens. Então, você volta a ser um coadjuvante. É um ciclo.”

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