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Veneza homenageia Borges com jardim labiríntico

Labirinto era um dos símbolos favoritos do escritor, cuja morte completou 25 anos nesta terça-feira

Por Da Redação 15 jun 2011, 20h03

Um sugestivo jardim em formato de labirinto, composto por 3.200 plantas, marca uma homenagem da cidade italiana de Veneza ao escritor argentino Jorge Luis Borges, pelos 25 anos de sua morte, completados nesta terça-feira. A obra gigantesca, inspirada num de seus contos mais famosos, El Jardín de los Senderos que se Bifurcan, (O Jardim das Veredas que se Bifurcam) foi concebida nos anos 1980 pelo arquiteto inglês Randoll Coate e inaugurada nesta quarta-feira na sede da Fundação Giorgio Cini, que teve a ideia desta homenagem particular.

Cego aos 55 anos, personagem polêmico por suas posições políticas que o impediram de ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, Borges é recordado em Veneza, cidade que visitou pela última vez em 1984, por sua obra fascinante e “onírica”. “Amava Veneza mesmo quando não podia vê-la”, contou ao jornal La Repubblica a viúva de Borges, Maria Kodama, presente à inauguração do jardim.

Com mais de 2 quilômetros, o jardim-labirinto veneziano é o segundo maior do mundo, depois do que foi construído em 2003 em Los Alamos e em San Rafael, na Argentina. Visto do alto, reproduz o nome de Borges escrito de trás para diante, num jogo de palavras e formas, de múltiplas interpretações, como toda sua obra literária. O jardim está localizado num dos “sítios mágicos” da cidade de Marco Polo, na ilha San Giorgio Maggiore, em frente à praça São Marcos. Foi planejado como um lugar para pensar, um espaço que convida à contemplação e que permite às vezes, ao visitante, perder-se entre seus arbustos.

Por vontade de Maria Kodama, um corrimão no qual está gravado, em braille, o conto O Jardim das Veredas que se Bifurcam permitirá ao visitante cego encontrar a saída do local.

(Com agência France-Presse)

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