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SWU melhorou estrutura, mas pecou na escalação

A 2º edição do SWU termina sem um nome que tenha sobressaído e entrado na lista dos melhores shows do ano

Por Da Redação 15 nov 2011, 05h19

Na entrevista coletiva de encerramento do SWU Music & Arts, o publicitário Eduardo Fischer, produtor do evento, anunciou que a terceira edição do festival está confirmada e deve acontecer novamente em Paulínia, no interior de São Paulo. “A nossa prioridade é que o SWU 2012 ocorra entre setembro e outubro, para evitarmos a época das chuvas”, declarou ele.

Segundo Fischer, em 2011 o SWU chegou quase à perfeição. Uma afirmação que se aplica a boa parte da estrutura do festival, visivelmente melhor se comparada ao realizado em 2011, em uma fazenda de Itu. Vide as poucas filas nos bares e restaurantes das duas praças de alimentação, a melhor distribuição dos banheiros químicos e o acesso facilitado ao local dos shows.

Mas há o que ser melhorado. No camping, por causa das chuvas, muitas barracas foram inundadas. Apesar de ostentar o slogan de festival sustentável, o lixo foi um problema nos três dias de shows. Os poucos latões – mesmo aumentados gradativamente – não deram conta da demanda. Após a primeira noite de shows, a circulação estava prejudicada pela quantidade enorme de latas, copos e papéis. A chuva também atingiu quem fez uso do estacionamento. Em alguns trechos, tratores foram usados para aplainar os acessos, o que não impediu que dezenas de carros ficassem atolados. Em resumo, problemas de infra-estrutura passíveis de resolução.

Pode-se dizer, no entanto, que os maiores problemas do festival estiveram nos palcos. Inclusive de som. Não foram raros os shows do palco New Stage que tiveram a sonorização prejudicada. Além disso, o line up deste ano foi visivelmente inferior ao de 2010, que teve, entre outros, shows relevantes e históricos como a primeira apresentação do Rage Against The Machine no país, além dos americanos do Queens Of The Stone Age.

A edição de 2011 do SWU, que priorizou o espírito de revival, particularmente do movimento grunge no último dia, trouxe poucas bandas e cantores com trabalhos relevantes produzidos recentemente ou capazes de incendiar a plateia por completo. Bem verdade que houve competentes como os de Snoop Dogg, Peter Gabriel (embora deslocado) e Kanye West (apesar de cafona), mas não fosse o Faith No More, a 2º edição do SWU passaria em branco na lista de shows memoráveis de 2011. É um desafio para 2012.

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Saiba mais:

– O SWU teve público geral, segundo informado pela produção, de 179.000 pessoas

– 3.000 pessoas assistiram as palestras do Forum de Sustentabilidade, que aconteceram no Teatro Municipal de Paulínia

– Ao todo, foram registradas 150 ocorrências policiais. Segundo o produção, quase a totalidade por furtos

– 912 foram atendidas pelos postos médicos do SWU em três dias. 600 dessas ocorrências se deram no primeiro dia de shows, quando a cidade registrou temperaturas altas, causando desidratação e exaustão nos pacientes

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