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SP-Arte abre com forte presença de obras indígenas e otimismo pós-pandemia

Fundadora do evento, Fernanda Feitosa, falou a VEJA sobre perspectivas do mercado da arte com a troca de governo e destaques da edição deste ano

Por Amanda Capuano 29 mar 2023, 15h50

Uma das principais feiras de arte da América Latina, a SP-Arte deu o pontapé inicial nesta quarta-feira, 29, no Pavilhão da Bienal, em São Paulo. Até o próximo domingo, 2, o evento reunirá 167 expositores que se dividem entre galerias de arte nacionais, internacionais e design, além de editoras, instituições culturais e espaços autônomos. Em entrevista a VEJA, a criadora do evento, Fernanda Feitosa, destacou a presença crescente da arte indígena na edição, e opinou sobre a situação do mercado da arte com a troca de governo no país. Confira a conversa: 

Qual o maior diferencial desta edição?
O grande destaque é o fato de ser uma edição muito plural. Ela traz o melhor da arte brasileira contemporânea e moderna dos últimos 100 anos, e a grande diversidade de temas abordados por esses artistas, com uma pluralidades de gênero e raça. Há uma grande presença de artistas indígenas, que já vinha sendo pontuada em anos anteriores, mas que se consagra agora. São artistas jovens e artistas já de idade, com 70, 80 anos que estão sendo resgatados e projetados.

O evento já se recuperou totalmente da pandemia?
Sim, a pandemia é algo do passado, ficou para trás. Essa é uma edição com plena força e o público responde bem. Há muitos artistas jovens e isso ajuda a oxigenar o mercado, o que é crucial para a projeção da arte nacional no exterior. A arte brasileira é muito bem recebida lá fora, e valorizada — não no sentido monetário, mas valorizada na qualidade. Temos, por exemplo, o curador do MASP convidado para curar a Bienal de Veneza. Então, a qualidade dos profissionais do mercado de arte no Brasil é muito reconhecida, e isso se traduz na feira, quando a gente abre a temporada. Porque a temporada do mercado de arte nacional se abre com a SP-Arte.

Muito tem se falado sobre o resgate do setor cultural com a mudança de governo no país. Espera algum impacto no mercado da arte?
Acho que a reconstrução do Ministério da Cultura e da consciência do governo sobre a importância da cultura no país é um avanço e um alento a todos que trabalham com o setor. Temas mais sociais e de cidadania também voltam a ser pauta, o que coincide com a pauta mundial, como a valorização das mulheres, da diversidade, a celebração disso e a preocupação com a diminuição dessas diferenças. E, obviamente, a questão ambiental, que nos colocou como pária do mundo nos últimos anos. Acredito que essas retomadas de posicionamento do país em linha com os grandes líderes mundiais nos coloca em uma posição melhor e evidentemente nos dá um alento. Mas a produção artística nunca deixou de estar ativa, mas agora menos perseguida. Então, estamos otimistas.

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Ao centro, a fundadora da SP-Arte, Fernanda Feitosa (SP-Arte/Divulgação)

19ª SPArte
29 de março – 02 abril de 2023
Pavilhão da Bienal – Parque Ibirapuera

Horários
29 – 30 de março: 14h – 20h
31 de março – 01 de abril: 12h – 20h
02 de abril: 11h – 19h

Entrada
R$ 70 (inteira) R$ 35 (meia-entrada)
Bilheteria online: https://bilheteria.sparte.com/home
Meia-entrada para estudantes, pessoas com deficiência e idosos (necessária a apresentação de documento)
Crianças até 10 anos não pagam entrada 

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