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Silvio Santos rompe diálogo com Zé Celso: ‘Agora, só na Justiça’

O empresário ficou irritado com a divulgação, pelo teatro, dos vídeos do encontro realizado em agosto e desistiu de buscar 'entendimento'

Por Maria Carolina Maia Atualizado em 17 nov 2017, 17h16 - Publicado em 12 nov 2017, 11h56

A reunião que aconteceria nesta segunda-feira entre o empresário Silvio Santos, o ator e diretor José Celso Martinez Corrêa, do Teatro Oficina, e o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), foi cancelada pelo apresentador. Segundo o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP), representante do Oficina junto à Prefeitura, Silvio Santos ficou irritado com a divulgação, pelo teatro, dos vídeos do encontro realizado em agosto, e agora só pretende encontrar Zé Celso na Justiça.

“O João Doria me ligou no início da semana, dizendo que o Silvio Santos havia desistido de qualquer encontro, de qualquer diálogo”, diz Suplicy. “O prefeito me disse que, diante da divulgação dos vídeos da reunião realizada em agosto, ele desistia de tentar um entendimento e que tudo deveria ser tratado no âmbito da Justiça. Fiquei muito desapontado.”

O encontro desta segunda-feira seria o segundo comandado por Doria, que se dispôs a mediar o conflito de interesses entre Silvio Santos e Zé Celso. O diretor luta para manter e concluir o projeto da arquiteta Lina Bo Bardi, que previa um parque cultural público em volta do Teatro Oficina, no Bexiga, região central de São Paulo. Entre os anos 1980 e 1990, Lina empreendeu uma grande reforma no interior do teatro, o que o levou a ser considerado pelo jornal britânico The Guardian o teatro “mais belo e intenso” do mundo. A arquiteta morreu antes de concluir seu projeto. Silvio Santos, que adquiriu os terrenos em volta do Oficina enquanto Lina fazia a reforma, quer construir ali um empreendimento imobiliário que, além de ameaçar a vista do janelão aberto por ela em uma das paredes de tijolos do edifício, aniquilaria a possibilidade de criar o parque.

O Ministério do Planejamento ofereceu uma lista de terrenos da União para uma permuta com o empresário: Silvio Santos escolheria um lote da lista e a União passaria a ser dona do espaço em volta da Teatro Oficina. O apresentador, que anos atrás falou em fazer uma troca, agora a rejeita.Embora já tenha sido listado no ranking de bilionários da revista Forbes, Silvio Santos refuta qualquer possibilidade de fazer o que considera filantropia — ceder o terreno ao teatro e à cidade. Na reunião realizada em agosto, na sede do SBT, João Doria falou em fazer tanto um parque quanto um empreendimento nos terrenos de Silvio Santos, que tampouco deu sinal de avaliar a proposta.

No final de outubro, o dono do SBT conseguiu reverter decisão do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) que vetava a construção em volta do Teatro Oficina, e agora tenta obter vitórias semelhantes no nível municipal e federal.

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