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Silvia Abravanel lança Escola de Princesas — recatadas e do lar

A instituição de origem mineira chega a São Paulo pelas mãos da filha de Silvio Santos, e foi inaugurada na noite de quarta, 19

Por Mabi Barros Atualizado em 20 out 2016, 21h27 - Publicado em 20 out 2016, 17h14

A apresentadora Silvia Abravanel, do SBT, inaugurou na noite desta quarta-feira a primeira filial da Escola de Princesas em São Paulo, na zona sul da cidade. A iniciativa surgiu na cidade mineira de Uberlândia, e tem como propósito “resgatar valores éticos e morais”, como diz sua página oficial, e ensinar garotas de quatro a 15 anos a cozinhar, costurar, organizar a casa, se portar dentro das regras de etiqueta — por exemplo, em um tradicional Chá da Tarde. Sob o mote “Toda menina sonha em ser uma princesa”, o curso é estruturado em módulos de duas horas a três meses, que custam a partir de 150 reais.

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Quando anunciada, a escola recebeu muitas críticas porque, para alguns, representaria um retrocesso na caminhada da mulher para fora de casa. Em meio a movimentos feministas que buscam o empoderamento da mulher, em especial nas redes sociais, a instituição as levaria de volta para dentro de casa, sob o manto de “boa esposa”. Cleber Belato, diretor e fundador da Escola de Princesas, rebate essa ideia. Para ele, as tarefas domésticas são apenas uma pequena porcentagem do que o curso tem a oferecer. Segundo ele, a instituição proporciona às garotas uma “independência saudável”. “No caso de ela passar no vestibular e ir morar sozinha, vai saber lidar com essa situação sem depender de ninguém”, diz. 

Belato é casado com Nathalia de Mesquita, a idealizadora da instituição. Segundo ele, a esposa sonhou com a escola — sonho do qual tirou desde a estrutura física à metodologia da academia. Em um segundo momento, o casal consultou especialistas e percebeu que o projeto não só era viável, mas pioneiro. Cleber e Nathalia vieram a São Paulo para a inauguração da quarta franquia de sua iniciativa, encabeçada pela filha de Silvio Santos.

A Escola de Princesas, como o próprio nome diz, não aceita príncipes para as suas lições: “Somos uma empresa privada que definiu seu público, como um salão de beleza feminino ou masculino”, diz Cleber. Isso não significa, diz Belato, que os meninos não precisem aprender os mesmos valores, pelo contrário: “É necessário também instruí-los”.

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