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Roberto Medina avisa: o próximo Rock in Rio vai ser menor

Idealizador do festival culpa Fetranspor pelos problemas no transporte e planeja festa menor, para o público passear, em vez de parar em frente ao palco

Por Leo Pinheiro, da Cidade do Rock - 26 set 2011, 16h07

“Quero ter menos 10 mil pessoas por dia na Cidade do Rock, porque acho que as pessoas vão transitar melhor. A Cidade do Rock foi feita para você passear e não para você ficar em frente ao palco. Vai dar uma pancadaria maior ainda pelos ingressos, mas eu já decidi”

O público que ama super festivais de música e acha que ‘quanto maior, melhor’ deve correr para o Rock in Rio. A próxima edição do evento será menor. Quem avisa é o idealizador e presidente do Rock in Rio, Roberto Medina, com planos para uma festa mais enxuta em 2013. . “No próximo Rock in Rio eu vou diminuir o número de pessoas. Eu quero ter menos 10 mil pessoas por dia na Cidade do Rock, porque acho que as pessoas vão transitar melhor. A Cidade do Rock foi feita para você passear e não para você ficar em frente ao palco. Vai dar uma pancadaria maior ainda pelos ingressos, mas eu já decidi”, adiantou.

Em entrevista ao site de VEJA, na noite de domingo, na área para convidados VIP, Medina contou que a decisão foi tomada em uma reunião com a cúpula do Rock in Rio. No encontro, foram decididas também medidas estratégicas para os próximos quatro dias do Rock in Rio 4, a partir da quinta-feira.

Show da banda Coheed and Cambria no palco Mundo, no terceiro dia do Rock in Rio, em 25/09/11
Show da banda Coheed and Cambria no palco Mundo, no terceiro dia do Rock in Rio, em 25/09/11 VEJA

No balanço que faz dos três primeiros dias de festival, a nota mais baixa do ‘pai’ do Rock in Rio vai para o transporte. Mais precisamente para a Fetranspor, o sindicato das empresas de ônibus do rio que montou o sistema de linhas para evitar engarrafamento e garantir conforto aos roqueiros. “Eles trabalharam muito mal no primeiro dia e melhoraram no sábado e domingo, mas no primeiro dia não gostei e fiquei chateado com isso. Achei um absurdo. Um evento planejado em cada detalhe tem que ter a parte externa da Cidade cuidada. Foi feito um planejamento muito bacana, mas eles não cumpriram”, reclamou.

O empresário admite também que houve falhas por parte da organização. Principalmente no que diz respeito à segurança. “Realmente ainda ocorrem casos de furtos, mas sempre que você reúne 100 ou 200 mil pessoas no mesmo lugar esses incidentes acontecem. Assim que percebemos o problema, apertamos a segurança e o número de furtos caiu muito no segundo e no terceiro dia”, disse.

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Medina, no entanto, vê um problema na estatística de segurança. Para ele, muitos dos casos registrados como furto ou roubo podem ser, na verdade, de perda de objetos ou documentos. “Temos um container cheio de carteiras, porque as pessoas perderam e acharam que foram roubadas. O cara fica bêbado e depois diz que foi roubado no Rock in Rio. A gente está separando todo o material e divulgando no site do evento para as pessoas resgatarem a partir desta quarta-feira”, afirmou.

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