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‘Piratas Pirados’ reune técnica artesanal e alta tecnologia

Animação do mesmo diretor de 'A Fuga das Galinhas', que estreia nesta sexta, usa bonecos feitos de massinha de modelar fotografados quadro a quadro e 3D

Por Leo Pinheiro 11 Maio 2012, 08h05

Co-fundador do estúdio inglês de animação Aardman, Peter Lord voltou à direção pela primeira vez desde A Fuga das Galinhas, do ano 2000, oferecendo aquilo que faz melhor: o stop-motion. Piratas Pirados, que estreia no Brasil nesta sexta-feira, deve boa parte de seu encanto à velha técnica de moldar manualmente bonecos de massinha e fotografá-los quadro a quadro. Repleto de personagens imaginativos e do típico humor britânico, o longa-metragem em 3D já arrecadou quase 100 milhões de dólares pelo mundo, desde sua estreia em 27 de abril.

Escrita por Andy Riley e Kevin Cecil, a história é baseada em Os Piratas, em Uma Aventura com os Cientistas (2004), primeiro dos cinco livros da série Os Piratas, de Gideon Defoe. A trama conta a saga do Capitão Pirata, um vilão atrapalhado e encantador, que sonha derrotar o Perna-de-Pau Black Bellamy e a Perigosa Cutlass Liz na disputa pelo troféu de Pirata do Ano.

Para atingir o objetivo, o ‘terror dos sete mares’ parte da Ilha de Sangue em direção às grandes pilhagens. Depois de fracassar em saques a um navio-hospital, navio-escola, navio-naturista e, até, a um navio fantasma, chega à Inglaterra, para tentar enganar aquela que se revelará a sua maior inimiga, a Rainha Vitória Regina.

Com a preciosa ajuda do jovem Charles Darwin, que na versão brasileira ganha o apelido de Cha Cha, Capitão Pirata e a sua exótica tripulação se disfarçam de bandeirantes e cientistas para poder circular livremente pelas ruas da Londres vitoriana. Não muito bem-sucedido na maioria de suas investidas, desta vez o Capitão consegue chegar ao castelo da Rainha Vitória. Uma vez dentro do palácio, ele tem a chance de roubar uma verdadeira fortuna, mas acaba entregando seu maior tesouro em troca de ouro e pedras preciosas.

Daí em diante, o filme escapa da tentação didática e explora com bom humor a oposição entre os valores humanos e as riquezas materiais. Com o lema “só é impossível se você parar para pensar”, o corsário dá a volta por cima, recupera o seu tesouro e perde o título de Pirata do Ano, num desfecho cômico e surpreendente.

Piratas Pirados chega às salas de cinema de todo o país em cópias dubladas e legendadas. No original, as vozes principais são emprestadas pelo astro Hugh Grant (Capitão Pirata), que atua pela primeira vez em um filme de animação, Salma Hayek (Perigosa Cutlass Liz), Jeremy Piven (Perna-de-Pau Black Bellamy), Imelda Staunton (Rainha Vitória) e David Tennant (Charles Darwin). Na divertida e competente versão brasileira a cargo do estúdio Delart, a Aardman optou pela mesma estratégia dos bem-sucedidos Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais e A Fuga das Galinhas, e não escalou artistas famosos para impulsionar a divulgação, optando por dubladores profissionais.

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