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O poderoso Gugu

Dono de uma fortuna de 100 milhões de reais, o apresentador do SBT agora quer uma emissora para chamar de sua

Por Ricardo Valladares
Atualizado em 23 jan 2024, 15h35 - Publicado em 25 abr 2001, 19h27

Reportagem publicada em VEJA na edição 1697 de 25 de abril de 2001

No final da década passada, o apresentador Gugu Liberato, do SBT, estabeleceu dois objetivos: impor uma derrota espetacular à Rede Globo nas tardes dominicais e tornar-se dono de uma emissora, à semelhança de seu ídolo e patrão, Silvio Santos. A primeira meta foi atingida. Gugu é hoje rei absoluto de uma das faixas mais nobres do fim de semana, aquela que vai das 16 às 20 horas de domingo. Nesse horário, em São Paulo, cidade responsável por 80% do faturamento publicitário da TV brasileira, ele costuma nocautear três combatentes de peso: Xuxa, Tom Cavalcante e Fausto Silva. Nos lances iniciais da guerra de audiência, Gugu assestou suas baterias contra Faustão, campeão incontestável de ibope na maior parte dos anos 90. Foi minando a liderança do adversário, até deixá-lo batido na lona. Para se ter uma idéia, desde que a disputa entre o Domingão do Faustão e o Domingo Legal se acirrou, há 58 semanas, Gugu venceu a parada em 45 delas. Não raro, as vitórias são expressivas, com quase o dobro de pontos. De acordo com rumores que circulam por trás das câmaras, Faustão sente-se tão pressionado que estaria examinando a hipótese de rescindir seu contrato com a Globo. Assegurada a vantagem no Ibope sobre o principal adversário, o loiro do SBT passou a perseguir os dois outros alvos. Mais uma vez se deu bem. Há dois meses, sua audiência, na média paulista, bate rotineiramente a do Planeta Xuxa e a do Megatom, programas que antecedem o Domingão do Faustão. A partir deste domingo, 22, o Domingo Legal se estenderá até as 21 horas. Com isso, Silvio Santos quer golpear o Fantástico, da Globo. A outra novidade é que o Sabadão, de Gugu, será veiculado no horário nobre, para incomodar os adversários. A contrapartida financeira desse triunfo no vídeo é espetacular: entre merchandising e salário, Gugu chega a embolsar 3,5 milhões de reais por mês. Três anos atrás, essa cifra não ultrapassava 1 milhão. O lado empresarial vai de vento em popa. Seus cinco negócios faturaram em 2000 quase 88 milhões de reais. O patrimônio atual de Gugu está estimado em 100 milhões de reais, segundo dados fornecidos por seu irmão, Amandio Liberato, e pelo advogado do apresentador, André Murad. Dona de uma imagem que vale ouro, a estrela do SBT prepara-se para concretizar sua segunda ambição. O nome da futura emissora já está inclusive registrado: TV Paulista.

Em novembro do ano passado, num almoço sigiloso em São Paulo que reuniu um enviado da Rede Globo e representantes de Gugu, uma sondagem foi feita a respeito da possibilidade de o apresentador deixar o SBT e transferir-se para a emissora carioca. Nessa transação, além de preservar os mesmos rendimentos que tem hoje em dia, Gugu ganharia o direito de explorar uma das retransmissoras do sinal da Globo no interior paulista. Oficialmente, ninguém se pronuncia sobre essa história. O contrato de Gugu com Silvio Santos vai até maio de 2002. Ele tem ainda uma dívida de gratidão para com o homem que o emprega desde que ele era um garoto de 15 anos e que lhe dedica um tratamento especial – o dono do SBT sempre atende às ligações de seu funcionário preferido e às vezes o visita em seu camarim. “Gosto de Gugu porque seu ego não é gigantesco. Ele trabalha sem reclamar de nada”, volta e meia diz Silvio, um patrão econômico em elogios. Por essas razões, e também porque gosta de sua posição de estrela do SBT, inferior em brilho apenas a Silvio Santos, Gugu é um muro de negativas quando alguém o interpela sobre uma mudança de emissora. “Só saio do SBT no dia em que Silvio sair”, afirma.

Para obter um canal de TV pelas vias normais, Gugu tem de se inscrever nos processos de licitação do Ministério das Comunicações. Ele já fez isso duas vezes. Em Curitiba e em Santos chegou a preencher todos os requisitos técnicos até a fase final da proposta financeira, mas perdeu para grupos mais fortes. Gugu está no páreo em outras três concorrências: em São José dos Campos, Campinas e Jundiaí, todas cidades do interior de São Paulo. Existe a chance de que, caso Boni saia da Rede Globo, da qual é consultor, ele venda a sua concessão em Taubaté para Gugu (se continuar no cargo, não poderá fazê-lo por imposição contratual). Como não basta ter dinheiro para se dar bem numa licitação desse tipo – é preciso ainda contar com a bênção de poderosos -, o loiro do SBT investe na política. Embora se tenha deixado fotografar na rampa do Palácio da Alvorada em 1992 ao lado do presidente Fernando Collor de Mello, ele afirma que seu coração é tucano. “Eu sempre fui eleitor de Fernando Henrique e de Mário Covas”, diz ele. “Veja a Hebe, foi apostar no Maluf e só se deu mal.” Há duas semanas, Gugu gravou o programa de propaganda do PSDB. Sempre que pode, estende o tapete vermelho no Domingo Legal a caciques do partido. O ministro da Saúde, José Serra, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, usaram esse palanque eletrônico recentemente. Outra providência “política”, segundo Gugu, foi reduzir o número de baixarias em seu programa. “Há gente em Brasília que me acha muito popularesco”, afirma ele. “Ainda sou conhecido como o homem da banheira e das crianças que dançam na boquinha da garrafa.”

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É bom lembrar que o quadro da banheira, no qual homens e mulheres seminus se esfregavam numa Jacuzzi, saiu do ar há seis meses não pela vontade de Gugu, mas por causa de uma ordem judicial. O apresentador, contudo, desistiu de tentar ressuscitá-lo. “Ao assistir ao Luciano Huck fazendo o mesmo na Globo, vejo que esse tipo de coisa não faz falta”, alfineta ele. “Nunca mostrei banheira. Eram piscinas instaladas numa praia. Jamais foi uma coisa gratuita, como no programa do Gugu”, devolve Huck, irritado. Vai longe também o tempo em que se contentava em engabelar o público com aquele quadro fajuto do “táxi do Gugu”, protagonizado por atores que fingiam ser passageiros comuns de um motorista maluco. Isso não quer dizer que o Domingo Legal se tenha tornado uma atração digna de figurar na BBC inglesa, famosa pela sua excelência. Gugu abre espaço, por exemplo, para médicos que realizam pequenas cirurgias ao vivo, com direito a closes escabrosos durante cada operação. Há de se admitir, no entanto, que a exploração contumaz de lixo televisivo não é mais parte tão fundamental de sua filosofia quanto no caso de um Sérgio Mallandro, que apresenta o Festa do Mallandro na TV Gazeta, ou de um João Kléber, que comanda o Te Vi na TV na Rede TV!. Nos últimos tempos, Gugu cristalizou duas convicções básicas: a de que sempre é preciso estar pronto para improvisar na televisão e a de que uma atração de auditório, além de contar com brincadeiras infantilóides ou números musicais com cantores de massa, deve valorizar notícias quentes. Foi com base nesses dois princípios que deixou em estado de coma o Domingão do Faustão.

No jargão televisivo, um programa como o dominical de Gugu é chamado de “ônibus” ou “contêiner”. Tem esse nome porque nele cabe de tudo: entrevistas, musicais, competições e reportagens. Atrações assim são moldáveis enquanto estão no ar. Seu formato permite mudanças rápidas, ao sabor dos índices de audiência monitorados pelo apresentador minuto a minuto. Se a entrevista com determinado cantor causa uma debandada de espectadores, ela é encurtada, para que seja substituída por algo mais palatável. Da mesma forma, se uma reportagem está segurando o ibope, ela é prolongada até que o público perca o interesse. Essa é uma das principais diferenças entre os programas de auditório modernos e os das décadas passadas. Calcadas no rádio, as atrações antigas exibiam quadros fixos, que se sucediam numa ordem rígida e tinham um tempo certo de duração. Com isso, procurava-se contemplar todo tipo de gosto, já que não se sabia o que estava agradando mais ao público em casa. O aparecimento da medição de audiência instantânea, na década de 90, fez com que os apresentadores se livrassem dessa camisa-de-força formal e passassem a submeter-se ao julgamento imediato da maior parte dos espectadores. Ganhou-se em agilidade, perdeu-se em qualidade. Segundo alguns estudiosos, essa “ditadura da maioria” resultou na exploração do sensacionalismo.

A crescente indigência na TV é uma tendência mundial, embora no Brasil ela adquira dimensões mais graves devido às poucas opções culturais oferecidas à população. Televisão é a única forma de lazer, informação e entretenimento para 80% dos brasileiros. E, nesse contexto, os programas de auditório têm um papel preponderante, por ocupar a maior parte da programação no fim de semana. O Domingo Legal, de Gugu, é muito semelhante a programas transmitidos por canais da Itália, da Espanha e da Holanda. Certos quadros que ele tornou célebres por aqui são praticamente idênticos aos veiculados no exterior. A famigerada banheira é originalmente espanhola. Surgiu num programa intitulado Si lo Sé No Vengo (algo como “Se Soubesse, Não Viria”). Gugu descobriu essa atração ao assistir a uma fita pirata que caiu em suas mãos. Comprou os direitos autorais do programa inteiro por 18.000 dólares, pagos do próprio bolso. Deu no que deu. Outro quadro de que o público gostava bastante, Nações Unidas, uma competição imbecilizante entre comunidades de imigrantes, foi inspirado no francês Sans Frontières (“Sem Fronteiras”). O Domingão do Faustão também lança mão de idéias estrangeiras. As Olimpíadas que tanto tempo ficaram no ar eram uma versão de um programa japonês. Globo e SBT são grandes compradores da MipTV, uma das mais importantes feiras de televisão, realizada todos os anos em Cannes, na França. Nesse tipo de evento, são comercializados formatos de programas dos quatro cantos do mundo. No ano passado, Silvio Santos adquiriu todo o estoque de videocassetadas disponível na feira. Com isso, deu uma bela estocada num dos pontos fortes de Fausto Silva.

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O que torna Gugu diferente é a sua incrível capacidade de criar fatos e a aposta alta na informação em tempo real. Há algumas semanas, ele patrocinou a reconciliação entre Carla Perez e o tal Compadre Washington, dono do É o Tchan, que agredira fisicamente a popozuda-mor antes de ela sair do grupo, em 1998. Isso, evidentemente, não tem a menor importância para a história da humanidade, mas a galera adorou. Numa emissora em que o departamento de jornalismo não tem nenhum prestígio, o apresentador do SBT conta com uma equipe de reportagem diretamente subordinada a ele. Alguns dos maiores picos de audiência do Domingo Legal nos últimos tempos foram alcançados com esse recurso. Em fevereiro, Gugu manteve um helicóptero no ar durante quase oito horas, para cobrir uma rebelião no presídio do Carandiru, em São Paulo. Conseguiu imagens exclusivas de um tiroteio e uma vitória contra a Globo de 36 a 21 pontos no Ibope.

Na semana passada, a antenadíssima produção do Domingo Legal viu-se acusada de ter feito um acordo com o líder de uma revolta na penitenciária regional do Carumbé, em Cuiabá, capital de Mato Grosso. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública daquele Estado, que tentou negociar o fim da rebelião, o preso que a comandava alegou que só poderia encerrar o movimento depois de dar uma entrevista ao programa do SBT. Acabou degolado por detentos inconformados com sua atitude, numa carnificina que resultaria na morte de mais cinco presos. Gugu, é claro, nega que seus comandados tenham feito qualquer acordo com o sujeito. “Isso é uma loucura”, indigna-se ele. A Globo, dona de uma estrutura milionária de jornalismo, demorou a se dar conta de que notícias veiculadas durante um programa de auditório dominical eram uma boa idéia. Para recuperar terreno, a emissora colocou no palco de Faustão o repórter Britto Júnior. Ele intervém sempre que há um fato importante ou curioso a ser mostrado ao público. Até o momento, porém, Faustão e Britto Júnior não se entrosaram. Entre os colegas, Britto Júnior ganhou até um apelido: “Frito Júnior”.

Será que Fausto Silva tem chances de reagir e retomar a liderança no seu horário? Gugu, que é um pouco suspeito para julgar o concorrente, diz que o apresentador da Globo perdeu a liderança pelos seguintes motivos:

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• Faustão cansou de fazer a mesma coisa.
• Ser o primeiro tornou-se um fardo para ele.
• Seu tipo de humor envelheceu.
• Faustão é muito ansioso para falar e não ouve o que os outros têm a dizer.

Um dos pontos fortes de Gugu é justamente o oposto: ele sempre aparenta entusiasmo no vídeo. Gosta do que faz – ou pelo menos transmite essa sensação ao público. Outra razão para seu sucesso, aponta um especialista em TV, é que o apresentador inspira confiança e uma certa ternurinha nos espectadores. Resumindo: Gugu consegue fazer cara de bom moço, mesmo quando protagoniza as maiores barbaridades. Guardadas as devidas e imensas diferenças, estaria para os programas de auditório como o ator Tony Ramos está para as novelas. Por essa razão, o público de seu programa apresenta uma taxa de fidelidade maior do que a média. Para incrementar o Domingo Legal, Gugu lê cinco jornais por dia e passa horas e horas diante do televisor, à procura de assuntos que possa transformar em quadros de seu programa. O escritório de sua casa tem doze aparelhos de TV, que permanecem ligados em canais diferentes e num sistema de monitoração do Ibope. “Tomo nota de tudo que atrai audiência e depois discuto com minha produção. Muitos quadros do programa nascem assim”, diz.

Entre terça-feira e sábado, o apresentador pode virar ator e fazer gravações pelas ruas de São Paulo. Há algumas semanas, disfarçou-se de catador de papéis para gravar num lixão nas vizinhanças da capital. Obteve imagens impressionantes de pessoas comendo carne estragada e encontrou uma favelada de 24 anos, Carla dos Santos, a quem transformou numa beldade depois de um banho de loja. Quando foi ao ar, a reportagem sobre os catadores de lixo atingiu 40 pontos de audiência. Na semana que antecedeu a Páscoa, ele fantasiou-se de coelhinho para visitar duas entidades beneficentes. Na primeira, tudo correu bem. Na segunda, Gugu recusou-se a entrar na instituição. “Essa casa é de classe média, não é de pobres. Falta magia e emoção”, esbravejou com sua equipe.

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Gugu tem uma empresa para tratar de seus licenciamentos, a Promoart. É dono também de uma rede de 23 lojas, de um parque aquático chamado Fantasy, em sociedade com o caubói Beto Carrero, de uma casa noturna em São Paulo, a Fabbrica 5, em parceria com o ator Miguel Falabella, e de uma produtora independente, a GBM. A mais rentável de suas empresas, a GBM é a menina dos olhos de Gugu. Cabe a ela preencher os espaços de merchandising e propaganda a que o apresentador tem direito no SBT e realizar os programas Escolinha do Barulho e Fabbrica 5 – o primeiro exibido pela Record e o segundo pela Gazeta. Um terceiro programa, voltado para temas rurais, está prestes a sair do papel. “Tem muita gente querendo anunciar maquinário e implementos agrícolas por aí”, anima-se Gugu. No ano passado, ele comprou um terreno de 9.000 metros quadrados em Alphaville, um condomínio de casas, lojas e escritórios nas cercanias de São Paulo, onde está construindo uma nova sede para a GBM. O edifício contará com dois modernos estúdios de gravação e um auditório para 200 pessoas. Provavelmente, é o embrião do canal que o apresentador almeja conseguir.

Para compor seu patrimônio pessoal, Gugu investe fortemente em imóveis. Há 54 bens listados em sua última declaração de imposto de renda, entre prédios, casas e terrenos. Só nos últimos dois meses, ele comprou quinze flats em Salvador, outros dois no Rio de Janeiro. Agora está de olho numa fazenda no interior de São Paulo. Tem duas casas para uso próprio, uma no balneário do Guarujá e outra, de vinte cômodos, em Aldeia da Serra, nas vizinhanças da capital paulista, onde mora há dez anos. Atualmente, passa a maior parte de seu tempo livre num sítio de 400.000 metros quadrados, também em Aldeia da Serra. Quase sempre sozinho. “Como todo mundo, às vezes posso ficar bastante deprimido. Mas, em vez de procurar um analista, prefiro me recolher. Quando estou lá, nem atendo ao celular. Pesco, leio gibis, cuido das plantas e dos bichos.”

Paulistano, filho dos portugueses Augusto Claudino Liberato e Maria do Céu, ele caminhoneiro e ela dona-de-casa, Antonio Augusto Liberato começou a trabalhar aos 12 anos, como office-boy em uma imobiliária. Aos 14, inscreveu-se para participar de gincanas no programa de Silvio Santos. Aproveitando-se da relativa proximidade com o apresentador, fez algumas sugestões de quadros. Silvio achou o menino esperto e um ano depois o empregou como auxiliar de escritório. Aos 19 anos, depois de dois anos como produtor de programas, Gugu resolveu deixar o emprego no conglomerado de Silvio Santos para estudar odontologia. “Estava certo, imagine só, de que não ganharia dinheiro na TV”, recorda. Permaneceu só quarenta dias na faculdade. Voltou à televisão, para comandar o Caravela da Saudade, na extinta Tupi, um programa direcionado à comunidade portuguesa. Ao assistir ao programa, Silvio Santos acreditou no seu potencial de apresentador. Contratado pelo SBT, em 1981, Gugu deslancha um ano depois.

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Aos 42 anos, completados no dia 10 de abril, e com uma notória tendência a engordar, o apresentador anda cada vez mais preocupado com seu visual. Há dois anos, fez duas lipoaspirações e uma cirurgia plástica para diminuir a papada. Recentemente, mandou instalar uma academia de ginástica em sua casa, onde faz musculação e esteira. No dia 23, passará pelo terceiro implante capilar, em Los Angeles, nos Estados Unidos. “Vale a pena: vou rejuvenescer uns cinco anos”, acredita Gugu. Não faz muito tempo, contratou uma estilista. Agora, só veste ternos da grife Ricardo Almeida. “Antes eu era muito brega, usava uns amarelões esquisitos e parecia um pagodeiro.” Gugu também ampliou o roteiro de suas viagens. Depois de passar alguns anos empacado no trajeto São Paulo”Miami, ele foi conhecer o Taiti, Israel e o sul da França. Nessas ocasiões, pode carregar um séquito de até doze amigos e familiares, para os quais paga passagens de primeira classe e todas as outras despesas.

Fora do vídeo, dificilmente é visto na companhia de outras celebridades. Já foi bastante amigo de Xuxa e de sua empresária, Marlene Mattos, mas as relações entre eles ficaram estremecidas desde que o Domingo Legal levou ao ar cenas do incêndio que atingiu o set de gravações do programa Xuxa Park, em janeiro. “Gugu deveria ter perguntado se precisávamos de apoio, mas optou por tirar proveito da situação”, fuzila Marlene. Embora seja sócio do ator Miguel Falabella na casa noturna Fabbrica 5, o apresentador diz que não o encontra desde novembro do ano passado. Seu círculo mais próximo é composto pela família, por Homero Salles, ex-diretor de seu programa, pelo advogado André Murad, pelo diretor Roberto Manzoni e por seu sócio, Gustavo Coimbra, de apenas 22 anos. “Ele é um grande padrinho”, derrama-se Gustavo. Gugu deixou de ter contatos freqüentes com o cantor e apresentador Marcelo Augusto, com quem viajou diversas vezes ao exterior. “Tive a sorte de sugar toda a experiência de Gugu”, diz Marcelo Augusto.

O fato de Gugu ser solteiro continua a despertar comentários maliciosos. “Não me importo mais com isso. As pessoas já falaram da Xuxa, do Ayrton Senna, do Serginho Groisman e do Miguel Falabella. Toda pessoa famosa e solteira é alvo desse tipo de maldade”, resigna-se Gugu. Há três meses, ele desfilou por alguns lugares com a modelo Fabiana Andrade. “Foi um namorico rápido.” O romance foi abortado porque não agradou à mãe do apresentador. “Mamãe me fez ver que nossos temperamentos não combinavam”, diz Gugu. Mas ele não perde a esperança de encontrar a sua cara-metade. “Serei pai até os 50 anos”, afirma.

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