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Na estreia de ‘Tempo’, 3 filmes de Shyamalan que vale ver — e 3 para fugir

Confira algumas produções do diretor - rei dos plot twists chocantes - que compensam o tempo do espectador, e outras de que é melhor passar longe

Por Marcelo Canquerino Atualizado em 29 jul 2021, 13h41 - Publicado em 29 jul 2021, 10h52

Acertar qual vai ser o próximo filme de sucesso de M. Night Shyamalan é quase como apostar na Mega-Sena. As chances também podem ser comparadas a uma disputa de cara ou coroa. Seu mais novo filme, Tempo, que chega ao Brasil nesta quinta-feira, 29, é um exemplo da situação: está literalmente em cima do muro, com 52% de aprovação do público, e 51% da mídia especializada, segundo o agregador de críticas americano Rotten Tomatoes

O diretor e roteirista possui a fama de dividir opiniões porque, ao mesmo tempo em que coleciona longas de sucesso que marcam gerações, também conduziu algumas produções com premissas arrojadas – mas sofríveis de tão ruins. As reviravoltas e tramas inquietantes, marca registrada de Shyamalan, são sua força — mas, dependendo da situação, elas se tornam também a kriptonita que o derruba.  Confira alguns filmes do diretor que valem uma espiada, e outros dos quais você deve fugir mais rápido que o Papa-Léguas. 

Para ver: 

O Sexto Sentido (1999) 

Marco do suspense que dispensa grandes apresentações – afinal de contas, mesmo se você não conhecer o filme, provavelmente já ouviu a frase: “Eu vejo pessoas mortas”. Em um dos papéis mais originais de sua carreira, Bruce Willis interpreta um psicólogo que precisa ajudar um garotinho que diz ver espíritos. Foi graças a esse longa que Shyamalan ficou conhecido como o rei dos finais capazes de fundir a cuca da audiência, com todo o mérito possível. 

A Visita (2015) 

Um ótimo exemplo de como reviravoltas chocantes podem ser bem usadas. Na trama, dois irmãos são mandados pela mãe para passar uns dias na casa dos avós maternos que eles ainda não conheciam. Os idosos começam a agir de forma muito esquisita e levantam a dúvida: estão ficando dementes por causa da idade ou existem forças sobrenaturais dominando os velhinhos? Gravado em estilo “mockumentary” (documentário falso), e aproveitando muito bem os recursos do gênero, A Visita é um filme tenso que brinca com as percepções de quem assiste. E o melhor de tudo (sem spoilers!): tem um final deliciosamente surpreendente. 

Fragmentado (2016) 

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Um homem que possui 23 personalidades sequestra três garotas para saciar a sede de sangue de sua personalidade mais macabra e brutal. Foi com essa premissa que Shyamalan, depois de altos e baixos, voltou a cair nas graças do público e da crítica em 2016. Protagonizado por James McAvoy, que brilha ao viver vários personagens em um só, e por Anya Taylor-Joy, estrela de A Bruxa, o filme investe mais no suspense e na instabilidade do homem de múltiplas personalidades que em grandes surpresas. Vale destacar como menção honrosa os longas Vidro, de 2019, e Corpo Fechado, de 2000, que fazem parte do mesmo universo de Fragmentado

Para fugir: 

Fim dos Tempos (2008) 

O fim dos tempos não é a única tragédia do filme. Sem pé nem cabeça, os suicídios em massa que acontecem de forma aleatória nos Estados Unidos levam a história de nada a lugar nenhum. Shyamalan reservou para o longa uma das cenas mais constrangedoras de sua carreira: aquela em que o protagonista, vivido por Mark Wahlberg, chega ao nível de conversar com uma samambaia.  A “grande” reviravolta, então, nem se fale. Parece mais uma desculpa esfarrapada que se ancora em uma explicação científica mal desenvolvida. Na dúvida, não saber o final teria sido uma experiência muito mais interessante. 

O Último Mestre do Ar (2010)

Antes da Disney deslanchar na onda dos live actions, Shyamalan tentou fazer o seu — o que deu tremendamente errado. Odiado não só pelos fãs da animação Avatar: A Lenda De Aang, O Último Mestre do Ar tentou embarcar em uma fantasia sobre diferentes tribos que dominam os quatro elementos, mas entregou uma história chata que nem de perto faz jus ao material original. Filmes como esse devem fazer um ator como Dev Patel, que aqui interpreta o general da nação do fogo, Zuko, se questionar: onde foi que eu amarrei o meu jegue? 

Depois da Terra (2013) 

Nem Will Smith conseguiu salvar esse. Ao lado de Jaden Smith, os dois interpretam pai e filho que caem em um planeta hostil e precisam sobreviver. O filme mira na ficção científica, mas acaba acertando em uma história sentimentaloide misturada com ação fraquejante.

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