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Morre aos 74 anos o arquiteto e urbanista Carlos Bratke

Arquiteto ficou conhecido por transformar uma região pantanosa da Zona Sul de São Paulo na empresarial Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, no Brooklin

Por Da redação Atualizado em 9 jan 2017, 22h31 - Publicado em 9 jan 2017, 21h24

O arquiteto e urbanista Carlos Bratke, conhecido por transformar uma região pantanosa da Zona Sul de São Paulo na empresarial Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, no Brooklin, morreu no início da tarde desta segunda-feira, aos 74 anos. Ele trabalhou normalmente na parte da manhã, foi almoçar em sua casa e, em seguida, não resistiu a um mal súbito.

O funeral será realizado a partir das 11 horas desta terça-feira, no Funeral Home (Rua São Carlos do Pinhal, 376, Bela Vista). O enterro do corpo acontecerá às 16 horas no Cemitério Redentor (Avenida Dr. Arnaldo, 1105, Sumaré).

  • Em nota, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU-BR), ressaltou que Bratke é “autor de centenas de projetos, diversos dos quais premiados”. “São projetos dos mais variados programas: casas unifamiliares, prédios de apartamentos, igrejas, escolas, indústrias e, sobretudo, edifícios de escritórios. Dentre estes, destaca-se sua produção na região da Avenida Luís Carlos Berrini, um antiga região pantanosa do bairro do Brooklin, em São Paulo, que ele – junto com o irmão Roberto Bratke e Francisco Collet, também arquitetos – ajudou a consolidar, investindo em projetos de escritórios para a área, hoje uma das mais valorizadas da capital paulista”, ressaltou o órgão.

    Berrini

    Várzea do Rio Pinheiros, a área ficou conhecida como dreno do Brooklin. Em 1975, três arquitetos – Carlos Bratke, Roberto Bratke e Francisco Collet – se instalaram no local e começaram a bolar projetos para a avenida, incluindo a drenagem do terreno. Era um bairro desvalorizado. Com as melhorias, começou ali uma urbanização acentuada, principalmente no início da década de 1980. A partir dos anos 1990, a região da Berrini se consolidou como um dos mais importantes polos comerciais paulistanos. Quarenta e dois anos depois, o escritório do arquiteto Carlos Bratke continua ocupando um endereço da avenida que não parou de progredir economicamente. Ele via o sucesso da janela.

    (Com Estadão Conteúdo)

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