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Morre a atriz Eva Wilma, a dama versátil da TV e do teatro, aos 87 anos

Atriz marcou a história das novelas e dos palcos com papéis inesquecíveis e variados

Por Redação Atualizado em 16 Maio 2021, 08h46 - Publicado em 15 Maio 2021, 23h27

A atriz Eva Wilma morreu neste sábado, às 22h08, em decorrência de um câncer de ovário, aos 87 anos, divulgou sua assessoria. Eva estava internada no hospital Albert Einstein, em São Paulo, desde 15 de abril. No início do ano, a atriz passou três semanas internada para tratar uma pneumonia. Na época, Eva falou a VEJA. “Vamos combinar que, depois dos 80, a ideia da morte não é algo estranho. Você tem consciência dela, a encara e vive com isso. Eu driblo o tempo com altas doses de otimismo”.

Versátil, Eva estudou balé clássico e teve aulas de canto e piano na juventude. Aos 19, se aventurou no teatro antes de seguir para a TV Tupi, nos anos 50, onde estrelou a série Alô Doçura, de Cassiano Gabus Mendes. Logo se tornou uma das atrizes mais requisitadas do canal por sua habilidade de interpretar os mais variados tipos, da mocinha até a vilã, talento que lhe garantiu os papéis de Rute e Raquel, as gêmeas de Mulheres de Areia, no ar entre 1973 e 74. Fez sucesso também com a primeira versão de A Viagem, ao interpretar a protagonista Dinah, em 1975.

Eva Wilma como as gêmeas Ruth e Rachel, na primeira versão de Mulheres de Areia, em 1973. Acima, a atriz (à dir.) com sua dublê e o ator Carlos Zara.
Eva Wilma como as gêmeas Ruth e Rachel, na primeira versão de Mulheres de Areia, em 1973. Acima, a atriz (à dir.) com sua dublê e o ator Carlos Zara. veja.com/VEJA

Ela chegou a almejar uma carreira em Hollywood nos anos 60, quando fez um teste para o filme Topázio, de Alfred Hitchcock — papel que ficou com a alemã Karin Dor.

Batizada como Eva Wilma Riefle Buckup Zarattini, a atriz paulistana herdou da mãe, Luiza Carp, o sangue russo e foi criada pelo metalúrgico alemão Otto Riefle Jr., que se casou com Luiza quando ela estava grávida de Eva. A mistura de culturas reforçou a ampla bagagem da atriz, que era incentivada a estudar de forma espartana as artes pelas quais se interessou cedo.

Maria Altina (Eva Wilma), de 'A Indomada' (1997)
Maria Altina (Eva Wilma), de ‘A Indomada’ (1997) Jorge Baumann/VEJA

Após o fechamento da TV Tupi, foi contratada pela rede Globo, estreando na novela Plumas e Paetês, de 1980. Lá continuou a fazer história, somando ao currículo personagens como a ácida Maria Altiva Pedreira de Mendonça e Albuquerque na novela A Indomada — papel no qual eternizou o bordão “oxente, my God” —; a sofredora mocinha Hilda, em Pedra sobre Pedra; a médica Martha no seriado Mulher, e, recentemente, a alcoólatra Fábia em Verdades Secretas. Seu último trabalho na emissora foi em O Tempo Não Para (2018), na pele de uma geneticista.

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