Clique e Assine VEJA por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

“Meu desejo é estar lá em cima do palco”, afirma Eva Wilma

Aos 87 anos, a atriz diz que a intensa vontade de viver a ajudou a vencer uma pneumonia que a manteve internada por três semanas

Por Duda Monteiro de Barros Atualizado em 4 jun 2024, 13h35 - Publicado em 19 fev 2021, 06h00
VIVACIDADE - Eva se recupera em casa: “O trabalho é uma paixão e me dá um norte” -
VIVACIDADE – Eva se recupera em casa: “O trabalho é uma paixão e me dá um norte” – (Alex Carvalho/TV Globo)

A senhora foi internada com pneumonia em plena pandemia. Teve medo de morrer? Vamos combinar que, depois dos 80, a ideia da morte não é algo estranho. Você tem consciência dela, a encara e vive com isso. Eu driblo o tempo com altas doses de otimismo e projetos, muitos projetos. Isso é vital. Sempre pensei: “Vou sair desta cama”.

Cada teste de Covid-19 que fez no hospital a deixava em pânico? Sabia que estava na zona de risco, ainda que todas as medidas preventivas tenham sido tomadas. A cada teste negativo, vinha o alívio. Durante minha adolescência, vi a II Guerra e agora, setenta anos depois, testemunho a pandemia, um inimigo invisível. Felizmente, já recebi a primeira dose da vacina.

De onde extraiu forças para brigar pela vida? Exercito a espiritualidade, especialmente em momentos difíceis. Não é uma questão de religião, mas de fé. Outro ponto essencial é ter objetivos. Queria muito voltar ao convívio da minha família, para minha casa, onde me sinto tão bem, e para o meu ofício. Fundamental mesmo é nunca perder o entusiasmo para seguir em frente.

É duro envelhecer? Quando você passa dos 50, 60 anos, e chega ao que chamo de adolescência da envelhecência, já sabe o que está por vir. Alguns amigos se vão. Aparece um problema de saúde aqui, outro ali, e aí você precisa tentar relaxar, sem nutrir raiva e sempre alimentando a esperança. Reflito muito sobre a necessidade de aprender a conviver melhor com as perdas e as limitações, que são incontornáveis a essa altura. Agora, há, sim, vantagens na minha idade. Sinto que consigo amar mais as pessoas com todas as suas contradições e complexidades.

Continua após a publicidade

O que diria à juventude de hoje? Levem a vida com calma e prazer. E ouçam o sábio Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

O trabalho ainda é importante? Minha profissão é um propósito claríssimo de minha existência. Cantar, dançar, representar, isso ainda me desperta paixão, me dá um norte e me enche de vontade de viver.

Como está levando a rotina pós-hospital? Depois de receber alta, continuo com o tratamento em casa, tomando remédios e cuidando da alimentação. Mesmo com a vacina, sigo isolada, por precaução. Às vezes, vem um ou outro parente me visitar. Essa internação, na verdade, veio reforçar minha crença na vida e em mim mesma. Não vejo a hora de as cortinas se abrirem de novo e eu estar lá, em cima do palco.

Publicado em VEJA de 24 de fevereiro de 2021, edição nº 2726

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 49,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.