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MinC analisa peça ‘Maysa’ após documentos falsos para Rouanet

Ministério suspendeu cautelarmente o projeto após revelação de orçamentos forjados

Por Da redação Atualizado em 31 ago 2016, 19h22 - Publicado em 31 ago 2016, 18h56

O Ministério da Cultura suspendeu cautelarmente para análise o andamento do projeto da peça teatral Maysa, que tentava captar verbas de isenção fiscal pela Lei Rouanet, por suspeitas em relação ao orçamento apresentado pelas produtoras responsáveis. O projeto, que ainda não havia sido aprovado pela Pasta, parou na diligência da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), que solicitou a adequação de parte dos documentos.

A peça teria direção geral de Jayme Monjardim, filho de Maysa, e planejava sair do papel em um prazo de dois anos, para circular por três capitais em um total de 88 apresentações.

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo revelou nesta quarta-feira que o projeto avaliado em 15,7 milhões de reais tramitava com documentação falsificada, que tentava justificar gastos de 2,5 milhões com aluguel de aparelhos de ar-condicionado. Duas produtoras estão envolvidas na peça, Fidellio e Brancalyone — a última foi a responsável pelo orçamento forjado.

Ao site de VEJA, Deco Gedeon, da Fidellio, disse que ficou surpreso com o ocorrido. “Soube da situação quando a reportagem da Folha me ligou. Achei que era absurdo, até porque é um erro grotesco, não podemos aprovar um orçamento errado que depois terá que ser comprovado na prestação de contas”, diz Gedeon. O produtor do espetáculo afirma que quando recebeu a confirmação do caso enviou uma notificação extra-judicial à Brancalyone, para que haja esclarecimento.

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“O projeto é maravilhoso. Quero deixar claro que o erro aconteceu, contar a verdade, e que ninguém sofreu nenhum prejuízo. Nada foi captado, nem apresentado para possíveis patrocinadores”, conta Gedeon, que não planeja abandonar o projeto. “Seria muito triste ficar só no sonho. Queremos apresentar a Maysa em grandes arenas públicas, em um belo espetáculo 360 graus. Mas fomos atropelados por uma estupidez”, lamenta.

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