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Mercearia 130: a melhor cozinha de bar de Belo Horizonte

Com duas unidades, a casa firma-se como uma das melhores para comer e beber bem na capital mineira

Por Daniel Salles, Rafael Rocha, Juliana Koch, Juliana Soares, Lígia de Matos, Marcus Celestino, Mariana Celle e Rafaela Matias Atualizado em 9 dez 2017, 13h05 - Publicado em 9 dez 2017, 04h00

Inaugurada no ano passado, a filial em Lourdes parece ter ido mais longe que a matriz, na Serra, em funcionamento desde 2012: em relação à casa-mãe, o novo ponto acomoda mais que o dobro de clientes em seus cinco ambientes, um deles ao ar livre e sombreado por uma grande jabuticabeira. Para beber, a maioria da clientela dá preferência a chopes das marcas Amstel (R$ 8,40, 330 mililitros), Heineken (R$ 8,90, 330 mililitros) e Stella Artois (R$ 8,90, 300 mililitros). Entre os drinques, chama atenção a mistura de vodca Sobieski, uva, limão e folhas de rúcula (R$ 19,90). Para os dias de calor, há ainda o clericot feito com vinho rosé, morango, laranja, maracujá, uva verde, conhaque e licor de laranja (R$ 95,00, com 1 litro). Mas nem só dessa seleção etílica turbinada vive a Mercearia 130. Tido como um dos melhores endereços de BH para comer bem, o bar deve boa parte de sua fama ao torresmo de costela suína. Ele é confitado no forno por seis horas e servido com osso — daí o inusitado apelido, picolé mineiro (R$ 48,00, com quatro unidades). No cardápio vitorioso, também são boas pedidas o ceviche preparado com tilápia, polvo, cebola-roxa, pimenta dedo-de-moça e limão (R$ 40,00) e o steak tartare de filé-mignon cortado na ponta da faca mais pepino japonês e alcaparra, entre outros temperos. O petisco, arrematado por um ovo de codorna cru, chega acompanhado de batata canoa frita (R$ 42,00). Rua Bernardo Guimarães, 2267, Lourdes, ☎ 2555-3395 (250 lugares). 11h30/23h30 (sex. 11h30/0h; sáb. 12h/0h; dom. 12h/17h; fecha seg.); Rua Ivaí, 130, Serra, ☎ 3658-3395 (120 lugares). 11h30/15h e 18h/23h30 (sáb. 12h/23h30; dom. 12h/17h; fecha seg.). Aberto em 2012.

O ceviche do Mercearia 130 Victor Schwaner/VEJA

2º lugar: Bitaca da Leste
O nome não é à toa. Como em qualquer vendinha do interior, ou bitaca, como se diz no norte de Minas, suas prateleiras estão repletas de mantimentos, entre eles queijo da Serra da Canastra (R$ 60,00 a peça), açúcar mascavo (R$ 7,50, 500 gramas) e geleia de jabuticaba (R$ 18,00). Instalado num minúsculo imóvel de esquina, o bar acomoda umas doze pessoas do lado de dentro e, em banquinhos de metal, o mesmo tanto na calçada. É um daqueles endereços para quem quer prosear sem precisar falar alto ou só quer escutar MPB no sossego. A trilha sonora emana de uma vitrola antiga, na qual se revezam discos de baluartes do gênero como Chico Buarque. A conversa é movida principalmente a chope Santê (R$ 12,00, 300 mililitros), um IPA levinho da marca local Protótipo Brew, e a chope pilsen da cervejaria Ouropretana (R$ 7,00, 300 mililitros). As cachaças com o rótulo da casa, produzidas no município de Turmalina, saem entre R$ 5,00 e R$ 7,00 a dose. A pequena cozinha, que de terça a quinta funciona só a partir das 18h, é comandada pelo proprietário, o chef Luiz Paulo Mairink, de 34 anos. A carne de sol com farofa de ovos, vinagrete de feijão-verde e mandioca na manteiga de garrafa (R$ 49,00) serve duas pessoas e está entre suas especialidades. Para tapear a fome, ele sugere porções de bolinhos de arroz com queijo ou de feijoada (R$ 20,00 cada uma, com seis unidades). Às sextas, no almoço, há feijoada a R$ 20,00. Rua Salinas, 2421, Santa Tereza, ☎ 3789-3784 (24 lugares). 14h/22h (sex. abre 12h; sáb. 12h/16h; fecha dom. e seg.). Aberto em 2014.

3º lugar: Köbes
O aconchegante boteco fica na garagem da família que administra o negócio. Com 390 rótulos, a carta de cachaças está entre as maiores da capital. A dose da Piragibana safra 1981, produzida em Salinas, sai a R$ 35,00. Também há chopes próprios, como o Köbes Bier American IPA (R$ 10,90). Um dos petiscos mais pedidos, a linguiça suína aberta é feita na chapa com queijo prato e cebola (R$ 28,50). Da cozinha também saem carnes nobres, como costela e picanha de javali na brasa, acompanhadas de farofa de mandioca com alho (R$ 22,50 e R$ 23,60 cada 100 gramas). Rua Professor Raimundo Nonato, 31A, Horto, ☎ 3467-6661 (100 lugares). 18h/23h30 (sáb. 12h/23h30, dom. e feriados 12h/17h; fecha seg.). Aberto em 1998.

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