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Maya Angelou, a poeta que superou a pobreza e agora estampa moeda nos EUA

Escritora que também foi ativista, dançarina, entre outras proezas, se tornou a primeira mulher negra homenageada em uma moeda de dólar

Por Raquel Carneiro Atualizado em 12 jan 2022, 18h50 - Publicado em 11 jan 2022, 15h16

Maya Angelou (1928-2014) se tornou nesta semana a primeira mulher negra a estampar uma moeda de dólar nos Estados Unidos, item que passou a circular na segunda-feira, 10. Muito popular, a poeta americana acumulou títulos, profissões e prêmios ao longo da vida – além de uma inspiradora história de superação.

Nascida em St. Louis, Missouri, Marguerite Annie Johnson, nome de batismo de Maya, teve uma infância de privações e abuso. Criada principalmente pela avó paterna, a futura poeta foi estuprada aos 8 anos de idade pelo namorado de sua mãe. Maya contou para a família o ocorrido, o que culminou na caçada e assassinato do abusador. A morte dele a traumatizou e, sentindo-se culpada, a garota passou anos sem pronunciar uma palavra. Na adolescência, se mudou com a mãe para São Francisco, onde trabalhou como garçonete, condutora de ônibus, cozinheira, dançarina e até prostituta. Honesta sobre sua trajetória, Maya narrou em detalhes sua vida ao longo de diferentes autobiografias, sendo a mais famosa Eu Sei Porque o Pássaro Canta na Gaiola (1969), vertida em filme em 1979.

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A veia polivalente se manteve após sua mudança para Nova York, onde entrou em contato com um vasto mundo artístico, desenvolvendo suas habilidades com a escrita, dança, atuação e produção de filmes. Pupila do incontornável James Baldwin, Maya usou seus muitos talentos, mas em especial a literatura, para assumir seu lado ativista do movimento negro pelos direitos civis. Se tornou amiga de Martin Luther King Jr. e Malcolm X nos anos 60 e ainda viajou pela África, atuando diretamente em movimentos de independência africanos.

Moeda em homenagem à Maya Angelou
Moeda em homenagem à Maya Angelou Casa da Moeda americana/Divulgação

No total, escreveu 36 livros, ganhou diversos prêmios e foi condecorada pelos presidentes americanos Bill Clinton e, depois, Barack Obama. A relação de altos e baixos com a mãe foi tema de seu último livro, Mamãe & Eu & Mamãe, de 2013.

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A moeda de um quarto de dólar em sua homenagem mostra Maya com o rosto de perfil e braços abertos, com asas de um pássaro como moldura atrás dela. Segundo a Casa da Moeda americana, o desenho foi inspirado por sua poesia e simboliza o modo como ela viveu. “Cada vez que redesenhamos nossas moedas, temos a chance de dizer algo sobre nosso país: o que valorizamos e como progredimos enquanto sociedade”, disse a Secretária do Tesouro Janet Yellen sobre a série de moedas que contará ainda com outras personalidades femininas, como Sally Ride, primeira astronauta americana.

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