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Lollapalooza: Black Keys faz rock elegante, mas Queens of the Stone Age é o destaque do segundo dia

Agenda de quem foi ao evento não ficou vazia um minuto sequer. Em alguns momento, foi até preciso escolher uma entre várias boas atrações

Por Carol Nogueira - Atualizado em 10 dez 2018, 11h59 - Publicado em 31 mar 2013, 10h16

O sábado, segundo dia do festival Lollapalooza, que se encerra neste domingo, no Jockey Club de São Paulo, foi de muito blues e rock. A agenda de quem foi ao evento não ficou vazia um minuto sequer, e houve até momentos em que foi preciso escolher um show, entre tantas boas opções.

O primeiro embate foi entre o Tomahawk, banda liderada por Mike Patton, vocalista do Faith No More, e o texano Gary Clark Jr., que, embora novato, mostrou-se um verdadeiro showman e não decepcionou quem compareceu ao palco alternativo. Outro foi entre o grupo escocês Franz Ferdinand, garantia de diversão, e a banda de blues Alabama Shakes, que faz um rock típico do sul dos Estados Unidos. A última é liderada pela vocalista Brittany Howard, que conquistou o público com sua voz poderosa que costuma motivar comparações com Patti Smith. Destaque para o som do palco, que era cristalino e permitiu escutar cada detalhe das músicas do grupo.

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Como o dia seguiu a linha do blues, nada mais natural do que a escolha do The Black Keys, duo de Ohio, para fechar a noite. Com mais de dez anos de estrada e sete discos no currículo, eles ainda não ganharam a merecida notoriedade no Brasil. De certos pontos da plateia, o som parecia baixo demais, o que acabou afetando o show. Porém, o grupo mostrou que seu repertório de boas músicas, como Lonely Boy e Tighten Up, fica elegante para encerrar um dia de festival. Isso, contudo, não foi suficiente para deixar todo mundo pingando de suor ao fim da apresentação.

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Esse último quesito é, na verdade, especialidade do grupo Queens of the Stone Age. A banda californiana de stoner rock liderada por Josh Homme, que não lança um disco há seis anos, montou seu repertório basicamente com hits �- abriu com The Lost Art of Keeping a Secret e emendou com No One Knows. Ninguém ficou parado. Nas músicas mais agitadas, quase houve um bate-cabeça coletivo. Para acalmar os ânimos, a banda tocou até a baladinha Make It With Chu, que não costuma aparecer em shows.

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Estrutura – O segundo dia do festival registrou um público maior do que o primeiro. Foram 55.000 pessoas – a organização esperava no máximo 60.000. O número provou ser ideal para a lotação do Jockey, que no ano passado chegou a receber 75.000 pessoas em um dia um tanto caótico. Não ficaram evidentes problemas de organização ou estrutura, e havia poucas filas, em comparação com o que se viu na sexta-feira.

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