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Itália se despede de Umberto Eco com funeral laico

Corpo do escritor foi velado em Milão, em cerimônia breve aberta ao público

Por Da Redação 23 fev 2016, 14h53

Personalidades da política, da cultura, da literatura e leitores anônimos se despediram nesta terça-feira do escritor, filósofo e semiólogo italiano Umberto Eco com um funeral laico celebrado no castelo Sforzesco de Milão. Centenas de pessoas foram ao local para participar da breve cerimônia, como solicitou a família, com cerca de uma hora e meia de duração.

O ministro de Cultura da Itália, Dario Franceschini, afirmou que Eco contava com “uma biblioteca dentro de si mesmo” e agradeceu ao autor a quem chamou de “mestre”, por “ter sido cauteloso durante toda sua vida fora de sua janela”. Para a ministra de Educação, Stefania Giannini, “Eco é o símbolo daquele classicismo inovador do qual há tanta necessidade e do qual a Itália é portador no mundo”. “Perdemos um mestre, mas não perdemos sua lição. Querido professor Eco, querido Umberto, hoje não te dizemos adeus”, afirmou Stefania. Também foram se despedir o ator Roberto Benigni, o jornalista e escritor italiano Furio Colombo e a escritora Elisabetta Sgarbi.

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Eco morreu na sexta-feira, aos 84 anos, em sua casa em Milão. Sua última obra publicada foi Número Zero, uma crítica ao mau jornalismo e à manipulação. Em breve será lançada sua obra póstuma, Pape Satàn Aleppe, título do verso escrito por Dante Aligheri no início do canto VII do Inferno em A Divina Comédia.

Autor de obras como O Nome da Rosa, Baudolino ou O Cemitério de Praga, ao longo de sua vida profissional também escreveu vários ensaios sobre semiótica, estética medieval, linguística e filosofia. Eco recebeu a Legião de Honra da França em 1993 e o prêmio austríaco de Literatura Europeia por toda sua obra em 2004, em Salzburgo, além de ter sido nomeado doutor “honoris causa” por dezenas de universidades no mundo todo.

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(Da redação com agência EFE)

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