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Homem de Aço traz Super-Homem com dilema existencial

Longa estrelado por Henry Cavill e dirigido por Zack Snyder peca por excessos, principalmente no final, mas procura construir um herói com profundidade

Por Carol Nogueira 12 jul 2013, 07h21

Adaptar histórias de sucesso para o cinema é sempre difícil. Quando a adaptação em questão é de um dos personagens de quadrinhos mais populares de todos os tempos, então, é ainda mais complicado. Por isso foi árdua a tarefa que o diretor Zack Snyder (300, Watchmen) recebeu ao aceitar comandar Homem de Aço, início de uma nova saga do Super-Homem que estreia nesta sexta-feira no país. Nele, Snyder não só teve de trazer Clark Kent para os dias atuais, como também de fazê-lo à altura dos recentes sucessos na transposição de heróis para as telas, como o Batman de Christopher Nolan — aqui, aliás, como produtor do longa. É justo dizer que ele conseguiu cumprir ao menos parte da tarefa.

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Primeiro, porque a escolha do britânico Henry Cavill, que a princípio não parecia a mais adequada, foi acertada. O rapaz se encaixa bem no Super-Homem concebido por Snyder, com barriga “tanquinho” e um par de olhos verdes capaz de hipnotizar não apenas Lois Lane (Amy Adams), como qualquer mulher – com a vantagem de ele, enfim, ter aposentado a péssima cuequinha vermelha usada por cima da calça. A atuação de Cavill não é digna de Oscar, mas é passável. E, de qualquer forma, o atrativo do filme não está no elenco, e sim na sua megaprodução e nas cenas extravagantes que exalam dinheiro – muito dinheiro. O orçamento do longa foi de 225 milhões de dólares, sem contar os custos de divulgação.

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Outro ponto a favor é que, ao contrário de todas as adaptações já feitas do Super-Homem, Homem de Aço tem muita cena de ação – daquele tipo em que o espectador fica, inclusive, meio perdido, sem saber o que está acontecendo -, em sequências que mais lembram filmes como Os Vingadores e Transformers. Provavelmente, as sequências foram feitas de olho nas cópias em 3D, mas a tecnologia, mal utilizada, não acrescenta tanta profundidade ao longa para fazer a diferença. São longas as cenas de batalhas — a última delas dura cerca de 30 minutos. No fim, a cidade fica completamente destruída, e o espectador, com os tímpanos pedindo descanso.

Apesar desses pontos negativos, Homem de Aço tem lá boas sacadas. Assim como o Batman de Nolan, Clark Kent é um homem atormentado, o que é enfatizado logo no início, em uma longa sequência que mostra o herói em uma jornada para descobrir quem é e de onde veio – o que acaba levando, também, à sua transformação em Super-Homem. Enviado ainda bebê do planeta Krypton, ele é criado por pais humanos, Jonathan (Kevin Costner) e Martha (Diane Lane), que temem que a descoberta de seus poderes o transforme em uma espécie de aberração, medo que faz o próprio herói hesitar em saber quem é e se pode ajudar as pessoas.

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E é ao descobrir que foi enviado para a Terra em uma tentativa de seus pais, Jor-El (Russell Crowe) e Lara Lor-Van (Ayelet Zurer), de salvar os kriptonianos da extinção, que Clark Kent entra em seu principal dilema, e de certa forma, o mote do filme: o de se juntar ao general Zod (Michael Shannon) e salvar a sua espécie ou ajudar os humanos, que o acolheram e o criaram como se fosse um deles.

O longa, claro, deve repetir no Brasil o sucesso que já teve nos Estados Unidos e no mundo – ao todo, Homem de Aço já arrecadou mais de 588 milhões de dólares em bilheteria.

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