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‘Forget a celulite’: o que diz a professora que ensina samba às gringas

A professora que dá aulas de samba a estrangeiras que não querem pular Carnaval “com os dedinhos levantados” diz como deixa suas alunas à vontade

Por Guilherme Dearo 19 jan 2013, 09h20

Como a senhora começou a dar aulas a estrangeiros?

Todo ano desfilo no Carnaval carioca, e já fui passista da São Clemente e da Unidos da Tijuca. Aproveitei a experiência para lecionar em academias. Quando fui à Finlândia para dar um curso, vi que os europeus levavam o Carnaval a sério, tinham até escolas de samba. Passei então a ensinar os estrangeiros que moravam aqui.

Qual o perfil dos seus alunos?

Hoje, a maioria mora fora. São europeias em férias, com 40, 50 anos de idade. Vêm da Suécia, Noruega, Islândia, Inglaterra, França. Elas gostam de samba e não querem só pular na rua de qualquer jeito, com os dedinhos levantados. Querem rebolar como as passistas profissionais. E tem também as que estão aprendendo porque vão sair em escolas de samba. Tenho 21 alunas nessa situação. Quatro vão desfilar na União da Ilha e dezessete na Acadêmicos da Rocinha. Não sabem falar nada em português, mas sabem de cor o samba-enredo.

Qual a maior dificuldade que elas têm?

É coordenar o movimento de braços e pernas.

Certo. Mas, fora isso…

Fora isso, elas têm de treinar muito para conseguir cantar enquanto dançam sem parar. Isso exige fôlego. E tem a timidez. Muitas demoram para se soltar.

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E o que a senhora diz a elas, nesse caso?

Digo para esquecerem o público, esquecerem o bumbum, esquecerem a celulite. Mesmo porque celulite sempre dá para disfarçar.

Como?

É só passar um laquezinho. Depois, um pouco de óleo, glitter e pronto.

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