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Espectador pode pagar por canais abertos na TV digital

Em fórum de TV por assinatura realizado em São Paulo, representantes da Band e do SBT afirmaram que a produção de conteúdo para o formato digital terá custo, que pode ser repassado ao consumidor pelas operadoras

Por Da Redação 7 ago 2013, 18h12

O assinante das operadoras de TV paga atuantes no Brasil pode pagar mais caro por seus planos para assistir a canais abertos, como a Globo e a Record, quando o sinal analógico for completamente substituído pelo digital. Durante debate no congresso da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), em São Paulo, representantes da Band e do SBT afirmaram que o conteúdo digital terá custo maior, que poderá tanto ser assumido pelas emissoras abertas quanto pelos assinantes de TV a cabo, caso o valor seja repassado às operadoras de TV por assinatura, que poderão dividi-lo entre a base de clientes.

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De acordo com Roberto Franco, diretor de relações institucionais do SBT, o conteúdo aberto é valioso para o assinante, que muitas vezes contrata um pacote pago apenas para receber um melhor sinal de canais abertos. “O conteúdo de qualidade custa para ser produzido e nós podemos receber por isso”, disse o vice-presidente executivo da Band, Walter Ceneviva. Para Marcelo Bechara, conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no entanto, o valor não deve ser tão elevado a ponto de atingir o consumidor. “Vamos precisar de um processo de harmonização dos agentes econômicos envolvidos nesse processo. Todo mundo quer chegar ao consumidor final”, disse.

De acordo com Bechara, as redes podem cobrar, mas as operadoras também têm o direito de não aceitar e de desistir de transmitir o conteúdo. A questão entra em um impasse com o regulamento do Serviço de Acesso Condicionado (Seac), que versa sobre as obrigações das operadoras de TV por assinatura. Uma vez que deixam de carregar um canal, não podem exibir o conteúdo de nenhum outro dos catorze que compõem a rede aberta reconhecida pela Anatel: Globo, SBT, Record, Band, Rede TV!, CNT, MTV, Mix, Record News, TV Canção Nova, Rede Vida, TV Aparecida, RIT e Rede Brasil.

O fim do analógico – A migração da televisão analógica para a digital vai acontecer em etapas, segundo João Paulo Andrade, coordenador geral de outorgas do Ministério das Comunicações. Inicialmente marcado para 2016, o cronograma proposto para o fim do sinal analógico foi dividido em duas partes: uma vai até o final de 2015, em grandes centros urbanos que se utilizam atualmente da faixa de 700 megahertz (MHz), que será utilizada para telefonia e internet móvel de quarta geração (4G); outra até 2018, em cidades menores, com menos de 100 000 habitantes. Mas, enquanto todos os domicílios brasileiros não tiverem acesso a receptores de TV digital, o sinal analógico não será desligado, garantiu Andrade.

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