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Em acordo milionário, Neil Young vende 50% dos direitos de suas músicas

Não se sabe se a transação, estimada entre 50 milhões e 150 milhões de dólares, inclui uso das canções pela publicidade - o que o artista sempre condenou

Por Felipe Branco Cruz Atualizado em 6 jan 2021, 12h06 - Publicado em 6 jan 2021, 12h02

O cantor e compositor Neil Young, 75 anos, vendeu 50% dos direitos autorais de suas canções para a empresa Hipgnosis Songs. Esta é a terceira aquisição da Hipgnosis em menos de uma semana, somando-se à compra dos catálogos de Lindsey Buckingham, do Fleetwood Mac, e do produtor executivo Jimmy Iovine, fundador da Interscope Records e co-fundador da empresa Beats By Dre. A cantora Stevie Nicks, que também foi colega de Buckingham no Fleetwood Mac, vendeu seu catálogo solo em dezembro para outra empresa, a Primary Wave. Também no ano passado, a Universal Music já havia comprado por quase 300 milhões de dólares o catálogo musical de Bob Dylan.

Os termos do acordo não foram divulgados, mas, ao todo, foram adquiridas cerca de 1 180 canções de Neil Young. Em sua trajetória, ele lançou 70 álbuns em carreira solo e com bandas como Buffalo Springfield, Crazy Horse e Crosby, Stills, Nash & Young. De acordo com reportagens publicadas no site da revista Variety e da rede britânica BBC, a estimativa é de que a transação tenha ficado entre 50 milhões a 150 milhões de dólares.

Não foi divulgado se, no acordo de venda, Young autoriza o uso de suas músicas em campanha publicitárias. O artista sempre se manifestou contra o uso comercial de canções. Em 1988, por exemplo, na faixa This Note’s For You, ele criticou artistas que faziam isso, como Michael Jackson e Eric Clapton, em uma letra que dizia: “Não estou cantando para a Pepsi/ Não estou cantando para a Coca/ Eu não canto para ninguém/ Me faz parecer uma piada.”

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