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Bob Dylan vende catálogo musical por cerca de US$ 300 milhões

A Universal Music Publishing Group comprou mais de 600 composições, incluindo "Blowin’ in the Wind', 'The Times They Are A-Changin' e 'Like a Rolling Stone'

Por Felipe Branco Cruz 7 dez 2020, 11h47

Bob Dylan, 79 anos, assinou um acordo histórico com Universal Music Publishing Group para vender os direitos de mais de 600 composições próprias, num contrato que está sendo apontado como a maior aquisição de todos os tempos em direitos de publicação musical de um único ato. O valor da negociação não foi divulgado mas, segundo o jornal The New York Times, é estimado em 300 milhões de dólares. O acordo inclui 100% dos direitos das músicas, inclusive a renda que ele recebe com compositor e o controle dos direitos autorais delas.

Para entender a amplitude dessas canções, clássicos como Blowin’ in the Wind, The Times They Are A-Changin’, Lay Lady Lay, Make You Feel My Love, Tangled Up in Blue e Like a Rolling Stone estão incluídas no negócio. O extenso acordo cobre as músicas de todas as fases de sua carreira, inclusive a do novo álbum, Rough and Rowdy Ways. “Não é nenhum segredo que a arte de compor é a chave fundamental para toda boa música, nem é segredo que Bob é um dos maiores praticantes dessa arte”, disse Lucian Grainge, executivo-chefe da Universal Music Group, em um comunicado oficial. Bob Dylan não se manifestou.

O negócio ganha ainda mais magnitude ao se observar a importância do legado do artista, que foi o primeiro cantor a ganhar o prêmio Nobel de literatura, em 2016. Suas composições foram regravadas mais de 6 000 vezes por outros artistas e remodelaram o folk e o rock. Em mais de 60 anos de carreira, Dylan já vendeu 125 milhões de discos em todo o mundo. Quando o Nobel anunciou a escolha de Dylan, a justificativa deles foi a de que o artista havia “criado novas expressões poéticas dentro da grande tradição da canção americana”.

 

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