Com show no Rock in Rio, Coldplay reinventa o conceito de rock de arena
A apresentação grandiosa da banda britânica no Rock in Rio ajuda a entender porque os sete shows em São Paulo já estão esgotados
Em meados dos anos 1960 e 1970, bandas como Pink Floyd, Kiss e Queen (só para citar alguns exemplos) ficaram tão grandes que seus shows só poderiam ser realizados em estádios. Nos anos 1980, surgiram o U2, Van Halen e Bon Jovi, que seguiram pela mesma linha e foram além ao oferecer ao público um espetáculo coletivo que transcendia a própria música, solidificando o conceito de rock de arena. Neste sábado, 10, o Coldplay demonstrou que é uma das poucas bandas da atualidade a levar adiante essa ideia ao transformar a plateia do Rock in Rio em parte integrante do espetáculo, tirando o fã do mero papel de espectador, colocando-o com protagonista do show. Nem a chuva persistente que caiu durante todo o dia (inclusive durante a apresentação) atrapalhou a animação do público.
Liderado pelo carismático vocalista Chris Martin, o Coldplay fez até o momento o show mais grandioso do festival ao distribuir 100.000 pulserinhas luminosas que brilhavam durante a apresentação conforme as músicas da turnê Music Of The Spheres eram tocadas. Vale lembrar que a banda já faz isso há anos, mas essa foi a primeira vez que o recurso foi usado no festival. O resultado foi tão impressionante que eles repetiram duas vezes as músicas Viva La Vida e Sky Full Of Stars. Na justificativa para o público, Martin disse que tinha gostado tanto do resultado que queria cantar de novo. Na transmissão ao vivo do Multishow, Marcos Mion disse que o grupo estava gravando para posterior lançamento. Faz sentido, já que um dos dez shows que a banda fará no estádio River Plate, em Buenos Aires, será transmitido ao vivo em cinemas de mais de 70 países. “Só houve um momento como o de hoje, o de Freddie Mercury em 1985. Foi incrível, foi memorável”, disse Roberto Medina, presidente do Rock in Rio.
O arsenal de efeitos especiais, como luzes decorativas, faixas, chuva de papel picado e um palco diferenciado deram ao show do Coldplay uma aura de evento memorável. Como resultado, quem não viu ao vivo, sente-se impelido a fazer parte disso também – ainda que as músicas do grupo britânico não sejam lá essas coisas. Não por acaso, Martin pediu ao público várias vezes que deixasse os celulares no bolso e levantassem as mãos, tudo para potencializar o efeito hipnotizante das pulserinhas se acendendo. Talvez esse sentimento explique a razão das sete apresentações lotadas que o grupo fará no Allianz Parque, em São Paulo, e das outras dez em Buenos Aires.
Martin não precisaria fazer muito esforço para conquistar a plateia, mas o músico abusou da simpatia ao tocar um trecho de Mas Que Nada, de Jorge Ben, imortalizada no exterior por Sérgio Mendes. Ele também tocou Magic com letra em português e pediu ajuda para a plateia para cantar Parabéns a Você para o músico Jonny Buckland, que completa 45 anos nesse domingo. “Obrigado por estarem aqui na chuva conosco, tão lindos. Obrigado por enfrentarem o trânsito, a Covid, a chuva, o preço dos ingressos, as filas e todas as merdas que tiveram que superar para virem”, disse Martin. “A gente poderia estar na cama vendo Game of Thrones, e estamos tendo uma noite ótima”, completou. Ao final, o público deixou a Cidade do Rock com a alma lavada – e após a chuva torrencial, com o corpo também.
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