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Alemão que guardava obras roubadas por nazistas quer coleção de volta

Cornelius Gurlitt apresentou recurso ao tribunal de Augsburgo pela apreensão das 1.400 peças encontradas em 2013, muitas delas espoliadas de judeus

Por Da Redação - 19 fev 2014, 18h22

Depois de esconder por décadas uma coleção de 1.400 obras de arte, muitas delas obtidas ilegalmente a partir de roubos do regime nazista, o alemão Cornelius Gurlitt agora quer as peças de volta. A coleção, conhecida como ‘tesouro nazista’, foi descoberta em 2013 durante uma investigação na casa de Gurlitt em Munique. Os quadros foram apreendidaos pelas autoridades após decisão do tribunal administrativo de Augsburgo.

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Segundo o porta-voz de Gurlitt, seus advogados apresentaram recurso ao tribunal contra o mandado de busca a apreensão das obras em uma tentativa de reavê-las. O funcionário do alemão afirma que ele não participou de “nenhum ato questionável” para comprar obras de arte. No entanto, seu pai, Hildebrand Gurlitt, era amigo do ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels, e chegou a servir ao regime como encarregado de vender quadros roubados e obras que o führer considerava “degeneradas”.

A coleção inclui quadros de mestres da pintura como Picasso, Monet e Renoir. Em janeiro, o governo alemão declarou que irá aumentar o financiamento ao projeto que tem por objetivo devolver a arte saqueada na Segunda Guerra aos seus legítimos proprietários, e pode convidar representantes judeus para se juntar a um corpo de mediação.

(Com agência France-Presse)

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