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Ai-da, a robô-pintora, rouba a cena dos humanos na Bienal de Veneza

Detida no Egito no ano passado, robô ultrarrealista volta a exibir seu trabalho para o público, dessa vez na Itália

Por Amanda Capuano Atualizado em 28 abr 2022, 18h08 - Publicado em 28 abr 2022, 16h16

Em outubro do ano passado, Ai-da, a primeira robô-pintora ultrarrealista do mundo, foi detida no Egito antes de uma exposição nas pirâmides de Guizé. Seis meses após sua libertação, a figura peculiar segue avançando na carreira artística: até o dia 3 de julho, a robô-pintora apresenta a mostra Leaping into the Metaverse no Concilio Europeo Dell’Arte, no famoso Giardini, palco de uma série de pavilhões da Bienal de Veneza.

Embora trabalhos de robôs já tenham sido exibidos anteriormente na Bienal, a mostra de Ai-da é a primeira exposição-solo de um robô ultrarrealista já feita no evento, mais ou menos como fazem os humanos. Apresentada em cinco espaços conectados, a exposição, segundo o site, “explora a interface entre a experiência humana e a tecnologia de inteligências artificiais”, se baseando nos conceitos de Purgatório e Inferno de Dante “para explorar o futuro da humanidade em um mundo no qual a tecnologia de IA continua a invadir a vida cotidiana”.

Logo na entrada, os visitantes podem conferir a obra Flowers on the banks of the Lethe, pintura composta por flores impressas em 3D criadas a partir de esboços de Ai-Da. O desenho foi inspirado nas plantas que adornam as margens do rio Lethe, descrito na Divina Comédia de Dante como “rio do esquecimento”. Uma série de outras pinturas reproduz o contraste entre humanidade e tecnologia usando da obra de Dante como inspiração, em contraponto às ideias de Alan Turing, o pai da Inteligência Artificial. A exposição também inclui uma série de esculturas.

Nomeada em homenagem à pioneira da computação Ada Lovelace, Ai-Da foi construída por uma equipe de programadores, psicólogos e especialistas em arte e robótica. Usando a inteligência artificial, o robô — finalizado em 2019 — capta uma série de imagens por meio de câmeras acopladas em seus olhos, e esboça retratos e pinturas com seu braço metálico. A engenhoca é coordenada por meio de algoritmos que processam as informações e permitem que ela desenhe e pinte retratos de objetos, além de colaborar com humanos na execução de esculturas.

“Eu não tenho sentimentos como os humanos, mas fico feliz quando as pessoas olham para o meu trabalho e se questionam sobre ele. Gosto de ser uma pessoa que faz as pessoas pensarem”, declarou a máquina em entrevista ao The Guardian. Segundo o criador Aidan Meller, o objetivo da robô é alertar para o avanço meteórico da inteligência artificial, agora também presente no meio artístico.

Confira algumas obras:

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