VEJA antecipou, o Oscar e Vanessa Giácomo confirmaram: o poder dos ombros
Do ombro a ombro ao tomara que caia, o colo feminino voltou ao centro como grande tendência fashion comentada ao vivo por Reinaldo Lourenço
- Quando uma mulher se veste, raramente é o ombro que vem primeiro à cabeça. Pensa-se no vestido, na silhueta, no caimento, no decote, nas pernas, nos acessórios. Mas é fato: basta que os ombros apareçam para que tudo ao seu redor ganhe outra dimensão: o rosto se ilumina, o colo respira, a chamada “saboneteira” desenha a pele. É um gesto simples, quase silencioso, mas justamente por isso tão poderoso.
Na live especial do Oscar do Grupo Abril – VEJA TV na Festa do Cinema, o estilista Reinaldo Lourenço captou esse detalhe com olhar clínico e precisão. “Tanto o decote ombro a ombro como o tomara que caia são designs clássicos que valorizam muito o colo e o rosto da mulher, além da própria peça de alta-costura usada em tapete vermelho”, comentou ao observar o desfile de vestidos que deixavam os ombros livres. Não era apenas uma impressão. Era a confirmação de algo que VEJA já vinha apontando: o retorno triunfal desses decotes de ombro à mostra como uma das grandes tendências da temporada.
Entre os recortes que mais chamaram atenção estava justamente esse desenho que desliza suavemente pela linha dos braços e revela as clavículas com elegância quase cinematográfica. A brasileira Maria Fernanda Cândido foi uma das mais sofisticadas da noite com um vestido Vivienne Westwood que parecia feito para esse momento: dramático na medida certa, com o decote estruturado moldando o colo e iluminando o rosto da atriz.
Outras estrelas seguiram a mesma linha. Jessie Buckley apareceu com um Chanel que evocava o recorte clássico, mas de forma absolutamente contemporânea ao misturar o vermelho e rosa. “Cores que combinam perfeitamente. Outro clássico da moda”, apontou Lourenço. Na festa pós-Oscar da Vanity Fair, Demi Moore tratou de reforçar a tendência em um modelo da Gucci de ombro a ombro, reafirmando o poder desse desenho que molda a silhueta de uma forma perfeita e sem precisar de exageros.
O recorte tem história. Muito antes de ganhar fama no cinema, já aparecia nas cortes europeias dos séculos XVIII e XIX, desenhado para valorizar postura e delicadeza nos vestidos de baile. No século XX, tornou-se um símbolo de glamour quando Brigitte Bardot o transformou em assinatura — gesto que acabou eternizando o chamado “decote Bardot”.
Mas se o ombro a ombro trouxe drama e sofisticação, o tomara que caia apareceu como sua versão mais direta — e igualmente dominante na noite. Entre os destaques do red carpet estavam Nicole Kidman e um deslumbrante modelo bordado da Chanel; Bruna Marquezine, que escolheu um Gucci tomara que caia de silhueta impecável; Renate Reinsve, em um vestido minimalista vermelho da Louis Vuitton também sem alças; e Emilie Lesclaux, que vestiu uma criação do próprio Reinaldo Lourenço, reforçando o olhar do estilista para esse recorte que valoriza o colo com muita elegância. Por aqui, diretamente do estúdio de VEJA, nossa estrela Vanessa Giácomo também apostou em tomara que caia brilhante de Lourenço para comentar a premiação na live.
Na festa pós-Oscar, o modelo continuou reinando. Elle Fanning surgiu em um Givenchy tomara que caia assinado por Sarah Burton, enquanto Kaia Gerber também apostou na maison francesa, mas em uma leitura mais minimalista. Já Hailey Bieber trouxe um toque de ousadia com um vestido de oncinha de Giorgio Armani, provando como o tomara que caia pode transitar do clássico ao provocativo sem perder força.
A história desse modelo também atravessa décadas. A versão moderna surgiu em 1946, criada pelo figurinista francês Jean Louis, inspirada nos antigos corpetes e espartilhos usados sob as roupas. Nos anos 1950, tornou-se sinônimo de glamour, acompanhando a era das grandes estrelas de cinema. Mais de meio século depois, continua fazendo exatamente aquilo que sempre fez: destacar o rosto, iluminar o colo e transformar um vestido em cenário.
No Oscar 2026, a mensagem ficou clara. Em tempos de maximalismo nas passarelas e vestidos cada vez mais elaborados, a elegância voltou ao gesto mais simples da moda: revelar os ombros e deixar a luz repousar sobre a pele. Às vezes, é ali — nesse espaço discreto entre tecido e corpo — que o glamour realmente começa.
Veja os looks:





