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Megan Fox: dez coisas que você não sabia sobre seu transtorno psicológico

Símbolo sexual, atriz americana revela que sofre de dismorfia corporal; distúrbio é caracterizado pela preocupação excessiva com a aparência física

Por Cleo Guimarães 12 out 2021, 16h15
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    Megan Fox em sua passagem por um camarote do carnaval carioca, em 2016: "Sinto inseguranças profundas" (AgNews/VEJA)

    Habitué nos rankings das mulheres mais sexy ou bonitas do mundo (americano adora isso), Megan Fox, 35 anos, revelou nesta segunda (11) que sofre de dismorfia corporal, um transtorno de saúde mental caracterizado pela preocupação obsessiva em relação ao próprio corpo. “Tenho várias inseguranças profundas”, disse a atriz. “Às vezes podemos olhar para alguém e pensar, ‘aquela pessoa é tão linda, a vida dela deve ser muito fácil’. E na maior parte das vezes não é o que elas sentem em relação a elas mesmas”, afirmou. Selecionamos abaixo dez informações – e curiosidades – sobre este distúrbio:

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    – O transtorno, por motivos óbvios, também é conhecido como ‘Síndrome da feiura imaginária’;

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    – Tudo leva a crer que o escritor tcheco Franz Kafka (1883-1924) sofresse deste mal, já que ele costumava se referir à própria aparência de maneira depreciativa. Não por acaso, em sua obra mais famosa, A Metamorfose,  o protagonista Gregor Samsa acorda transformado em um inseto asqueroso – há controvérsias se seria mesmo uma barata;

    – E o Michael Jackson? Sim, ao se submeter a tantos procedimentos ao longo da vida, ele também deu sinais de que sua preocupação com a aparência ia além da vaidade pura e simples;

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    – Homens e mulheres são vítimas em igual proporção. Jovens entre 15 e 30 anos sofrem mais;

    – Tudo que afeta a autoestima de alguém, como trauma ou bullying, pode contribuir para o surgimento de percepções distorcidas de sua aparência física;

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    – Os primeiros sinais de dismorfia costumam ser detectados por dermatologistas e cirurgiões plásticos que, na maioria dos casos, atendem pacientes em busca de intervenções para corrigir as “falhas” que eles imaginam possuir;

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    – Não por acaso, no Brasil, o primeiro a descrever a dismorfia corporal foi Ivo Pitanguy (1926-2016), o cirurgião plástico, em 1976;

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    – A dismorfia corporal atinge 2% da população mundial, cerca de 4,1 milhões de pessoas só no Brasil. Em tempos de redes sociais e culto à aparência em alta, o quadro encontra terreno fértil para crescer;

    – Ao menor sinal de dismorfia, o indicado é buscar um psiquiatra. Na maioria dos casos, o tratamento alia terapia cognitivo-comportamental à prescrição de antidepressivos;

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    – Quanto mais cedo o distúrbio for detectado, melhor. Sem acompanhamento multidisciplinar, os dismórficos podem cometer autoflagelo e até chegar ao ponto de tentar o suicídio.

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