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Ativista ambiental teme ameaças na luta contra uso de agrotóxicos

Lançamento do podcast “O veneno mora ao lado” joga luz na utilização exagerada de pesticidas em alimentos no país

Por Valmir Moratelli Atualizado em 30 Maio 2022, 12h04 - Publicado em 22 Maio 2022, 12h00

A ativista ambiental Giovanna Nader, 36 anos, lança nas plataformas digitais nesta segunda-feira, 23, o podcast “O veneno mora ao lado”. Em seis episódios, a comunicadora investiga o uso de agrotóxicos no país que é campeão mundial do uso de pesticidas. Às vésperas de dar à luz da sua segunda filha, Giovanna Nader também é autora do livro “Com Que Roupa?” (Cia das Letras), que convida o leitor a reinventar sua relação com o que veste e consome. A seguir, o bate-papo da VEJA com a ativista mineira.

Por que ainda se debate pouco sobre uso exagerado de agrotóxicos no país?

Existe muita informação sobre o tema, mas em sua maioria são conteúdos com termos muito técnicos e nada acessíveis. Há poucos dias, duas redes de fast food vieram a público comunicar que vendem hambúrguer sem os elementos informados ao consumidor! Esses escândalos são ótimos pra ampliar a pauta. É um trabalho de formiguinha e precisa ser urgente unido à saúde. A frase ‘a gente é o que a gente come’ nunca fez tanto sentido. Ingerir tanto veneno e comida industrializada está aumentando drasticamente os casos de câncer, a obesidade, doenças cardiovasculares.

Já recebeu algum tipo de ameaça por trabalhar esse tema?

Todo mundo que defende o meio ambiente no Brasil vive sob constante ameaça. Ao longo de todos esses anos já recebi diversas ameaças, sobretudo quando enfrento diretamente. Com o caso dos agrotóxicos não deve ser diferente, mas é o risco que se corre por lutar por uma sociedade mais justa.

Qual é o seu objetivo com o podcast?

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Aproximar a população da pauta urgente que é a dos agrotóxicos. O Brasil é o país que mais se consome agrotóxico no mundo. É importante a conscientização de que todo esse veneno já está no nosso prato, nas nossas águas, solos e modificando a fauna e flora do país. Já estamos numa situação de calamidade.

Fale um pouco sobre o seu ativismo ambiental no campo da moda?

A moda foi minha porta de entrada na conscientização sobre a situação que nos encontramos. Há quase dez anos criei um projeto de troca de roupa, o Gaveta, que ainda continua sendo um sucesso por onde passa pelo fato de proporcionar moda acessível a todos. Depois entendi que o buraco era muito mais embaixo e a moda é uma pequena parte do problema. Decidi usar a moda, tema vibrante e atrativo, de fio condutor para expansão de consciência.

Como é o seu dia a dia na luta por alternativas agroecológicas de produção de alimentos?

Há quatro anos passei a consumir apenas alimentos agroecológicos dentro de casa, fazendo uma rede potente de fornecedores. Mas tenho consciência de que tenho a oportunidade de escolha e a realidade é bem diferente para grande parte da população. Há 1 ano e meio comecei uma pequena horta em casa e ali foi minha primeira conexão com o plantio. Não há nada mais prazeroso do que fazer uma salada com alimentos que você mesmo plantou!

Como a maternidade reflete na sua preocupação com o meio ambiente?

É muito maluco gestar em um momento com tantos problemas ambientais e sociais acontecendo no mundo. Isso me fez olhar com mais profundidade para o meu trabalho e meu papel no mundo. É preciso acreditar na mudança. Se não, por que ter filhos?

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