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Ricardo Rangel

Botar Alckmin não adianta, o que adianta(ria) é tirar Mantega

O assessor econômico de Lula mostra que o ex-presidente não aprendeu nada. Nem esqueceu nada.

Por Ricardo Rangel 4 jan 2022, 15h42

O jornal Folha de S. Paulo iniciou a publicação de uma série de artigos de assessores para assuntos econômicos dos pré-candidatos à Presidência.

Para escrever o seu, Lula escalou… Guido Mantega.

O artigo ainda não saiu (deve sair nesta terça 4 às 23h15), mas ninguém precisa esperar a publicação para saber que pensamento econômico o embasará.

Lula nomeou Guido Mantega ministro do Planejamento no início de seu mandato e transferiu-o ao Ministério da Fazenda em março de 2006, posto ao qual o reconduziu na reeleição. Dilma nomeou Mantega em 2010 e reconduziu-o em 2014.

Mantega foi o ministro da Fazenda mais longevo da história do país e se existe alguém que personifica a desastrosa política econômica do PT — essa excrescência a que se deu o pomposo e pretensioso nome de “Nova Matriz Econômica” —, esse alguém é ele.

A Nova Matriz Econômica derrubou o PIB em mais de 8% e fez disparar o desemprego, a inflação e os juros. É a incompetência de Bolsonaro e Guedes que nos impede de sair no buraco, mas quem nos jogou no buraco não foram eles. Foram Lula, Dilma e Mantega.

Ao escalar Mantega como seu principal assessor econômico, Lula deixa claro que não aprendeu nada. E não esqueceu nada.

Se Lula quer que alguém acredite que está se moderando, é bom entender que um vice como Alckmin não adianta grande coisa.

O que adianta(ria) é um assessor econômico diferente de Mantega.

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