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Ricardo Rangel

A mamata acabou. Mas passa muito bem

Apesar do festival de escândalos, os fãs de Bolsonaro fecham os olhos e insistem que não há corrupção

Por Ricardo Rangel Atualizado em 5 abr 2022, 13h20 - Publicado em 4 abr 2022, 19h45

“Acabou a mamata!”, reza um dos principais bordões do bolsonarismo há anos.

No ministério da Saúde havia (ainda há?) um esquema de atravessamento de vacinas e medicamentos com prática de sobrepreço.

O ministério da Educação estava (ainda está?) sendo atravessado por pastores que, segundo denúncias de vários prefeitos, decidiam (ainda decidem?), condicionado a propina, quem recebe verbas. Construíram até igreja com dinheiro público, e quiseram cobrar a propina em ouro. Segundo o então ministro, quem determinou o favorecimento aos pastores foi o próprio Bolsonaro.

Na Petrobras, os dois indicados por Bolsonaro para comandar a empresa caíram antes mesmo de tomar posse por conta de denúncias de conflito de interesses e rumores ainda mais graves de aparelhamento privado.

No ministério da Defesa, o orçamento secreto, de 588 milhões, pagou até capela funerária.

Ainda no MEC, há denúncia de manipulação de licitação no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação para compra de ônibus escolares com sobrepreço de 732 milhões.

E vale lembrar que rigorosamente todos os membros da família de Bolsonaro são investigados em algum inquérito policial — só Laura, a filha de onze anos, escapa.

A mamata acabou, mas passa muito bem, obrigado. É uma espécie de Inês de Castro, aquela que, depois de morta, foi rainha de Portugal.

Que haja tanto esquema no governo Bolsonaro não chega a espantar. O que espanta é que ainda haja gente dizendo que vai votar em Bolsonaro porque “no governo dele, pelo menos, não há corrupção”.

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