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Polícia vai investigar se dinheiro doado por políticos foi usado em ações criminosas dos black blocs

Na VEJA.com: A Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) vai investigar se o dinheiro doado a integrantes do grupo Black Bloc, como revelou reportagem do site de VEJA, foi usado para financiar atos criminosos em manifestações. A unidade também foi designada para, a partir de cópias de documentos colhidos pela 17ª DP (São […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 04h27 - Publicado em 13 fev 2014, 22h33

Na VEJA.com:
A Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) vai investigar se o dinheiro doado a integrantes do grupo Black Bloc, como revelou reportagem do site de VEJA, foi usado para financiar atos criminosos em manifestações. A unidade também foi designada para, a partir de cópias de documentos colhidos pela 17ª DP (São Cristóvão), investigar o aliciamento de manifestantes para atuar em ações violentas nos protestos. De acordo com uma nota divulgada pela Polícia Civil na noite desta quinta-feira, a Coordenadoria de Informações e Inteligência Policiais (Cinpol) dará apoio aos procedimentos de apuração.

A DRCI é a unidade da Polícia Civil responsável também por desvendar casos de vazamento de imagens furtadas por meio eletrônico – como no caso da atriz Carolina Dieckmann e do ator Murilo Rosa – e de crimes que envolvam redes sociais. De acordo com o depoimento prestado na quarta-feira pelo auxiliar de serviços gerais Caio Silva de Souza, preso e acusado de matar o cinegrafista Santiago Dantas, as redes sociais são a forma de aliciamento de jovens pobres para participar de atos dos black blocs. O advogado de Souza, Jonas Tadeu Nunes, afirmou que seu cliente recebia dinheiro para atuar em protestos e que partidos políticos e diretórios estão envolvidos no pagamento de quantias para quem aceita promover tumultos.

Reportagem do site de VEJA detalhou as doações atribuídas a dois vereadores, um delegado da Polícia Civil e um juiz. Os dois vereadores são do PSOL do Rio: Renato Cinco e Jefferson Moura. A assessoria de Jefferson Moura admitiu que a doação ocorreu, e alega que o dinheiro partiu de funcionários do gabinete. Afirmou, também, que o parlamentar “provavelmente doaria” o dinheiro se estivesse presente. Renato Cinco, que está fora do Rio, não foi localizado. A assessoria do vereador, em nota, confirma que houve a doação de 300 reais informada no documento. Mas negou, no entanto, que o dinheiro tenha sido destinado a black blocs. “O objetivo era oferecer um jantar natalino a moradores de rua na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro. Tanto que a lista inclui água, gelo, pão, rabanada e toalha papel. O vereador e seu partido repudiam ações violentas”, acrescenta.

O juiz João Damasceno negou ter contribuído financeiramente “para qualquer manifestação ou entidade da sociedade civil que as convoque”.

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