Transparência parcial
Apesar de ter anunciado com pompa que agora divulga mais dados sobre seus financiamentos dentro e fora do Brasil, o BNDES ainda está longe de fazer o dever de casa como deveria. Alguns documentos públicos sobre o empréstimo para as obras de ampliação do Porto de Mariel, em Cuba, continuam guardados a sete-chaves: os relatórios […]
Apesar de ter anunciado com pompa que agora divulga mais dados sobre seus financiamentos dentro e fora do Brasil, o BNDES ainda está longe de fazer o dever de casa como deveria.
Alguns documentos públicos sobre o empréstimo para as obras de ampliação do Porto de Mariel, em Cuba, continuam guardados a sete-chaves: os relatórios de acompanhamento sobre a contratação de bens e serviços brasileiros para a obra.
Os relatórios estão previstos no contrato de empréstimo como uma exigência do BNDES para autorizar os repasses do dinheiro para a obra.
Afinal, em tese, o BNDES só empresta dinheiro para obras no exterior se isso gerar empregos no Brasil e ou aumentar a exportação de bens brasileiros.
Cada uma das cinco parcelas do empréstimo de 682 milhões de reais só pode ser liberada mediante a comprovação, feita por meio desses relatórios, de que a Odebrecht de fato está contratando serviços e usando produtos brasileiros na obra.







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