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Apesar de ter anunciado com pompa que agora divulga mais dados sobre seus financiamentos dentro e fora do Brasil, o BNDES ainda está longe de fazer o dever de casa como deveria. Alguns documentos públicos sobre o empréstimo para as obras de ampliação do Porto de Mariel, em Cuba, continuam guardados a sete-chaves: os relatórios […]

Por Da Redação Atualizado em 31 jul 2020, 01h13 - Publicado em 4 jun 2015, 14h02
BNDES:  sigilo sobre Mariel

BNDES: sigilo sobre Mariel

Apesar de ter anunciado com pompa que agora divulga mais dados sobre seus financiamentos dentro e fora do Brasil, o BNDES ainda está longe de fazer o dever de casa como deveria.

Alguns documentos públicos sobre o empréstimo para as obras de ampliação do Porto de Mariel, em Cuba, continuam guardados a sete-chaves: os relatórios de acompanhamento sobre a contratação de bens e serviços brasileiros para a obra.

Os relatórios estão previstos no contrato de empréstimo como uma exigência do BNDES para autorizar os repasses do dinheiro para a obra.

Afinal, em tese, o BNDES só empresta dinheiro para obras no exterior se isso gerar empregos no Brasil e ou aumentar a exportação de bens brasileiros.

Cada uma das cinco parcelas do empréstimo de 682 milhões de reais só pode ser liberada mediante a comprovação, feita por meio desses relatórios, de que a Odebrecht de fato está contratando serviços e usando produtos brasileiros na obra.

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